Sábado, 18 de Abril de 2026
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Quinhentas colmeias destruídas e cerca de oito mil afetadas

Foi um rasto de destruição deixado pela vaga de fogos que varreu durante o último verão a região do Nordeste e que penalizou o setor da apicultura nesta zona do país. A exemplo do que aconteceu também no distrito de Vila Real, aqui os prejuízos são mais elevados e contabilizam-se em milhares de euros.

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Só em julho e agosto no parque Natural do Douro Internacional e no vale do rio Sabor cerca de 500 colmeias foram consumidas pelas chamas, enquanto aproximadamente 8.000 registaram danos. Segundo a Associação de Apicultores do Parque Natural do Douro internacional (AAPNDI), que abrange os concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro e Freixo de Espada à Cinta, a situação está a causar constrangimentos e muitos prejuízos aos apicultores. Neste contexto, esta agremiação reclama apoios para a alimentação dos enxames, alegando dificuldades em trasladar os colmeais para zonas onde haja alimentos para as abelhas e manter vivos os enxames até ao fim do inverno. Para além da perda dos enxames, a produção de mel deste ano ficou “altamente comprometida”.

Os incêndios que afetaram as regiões do Douro Superior, Parque Natural do Douro Internacional e do Planalto Mirandês destruíram muitas áreas disponíveis para colocar os apiários.

De sublinhar que, os apicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro, depois de terem sido alvo de vários furtos das suas colmeias, tiveram agora de se confrontar com os incêndios que em muitas casos reduziram a cinzas os apiários. Porém, segundo alguns técnicos ligados ao setor, tem havido também algum descuido por parte de alguns produtores ao não limpar e desmatar os espaços que envolvem as colmeias, facto que concorre para a rápida propagação das chamas dos incêndios.


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