Vinte e cinco anos depois de transmitir os seus primeiros programas, a Rádio Universidade FM mantém o seu carisma e o propósito para que foi criada, e amanhã, num jantar comemorativo, vai homenagear alguns dos responsáveis que fizeram com que a emissora regional seja hoje uma referência.
“Tivemos que nos adaptar à região em termos de programação, mas continuamos a ter um carisma universitário”, explicou Luís Mendonça, director da rádio há 20 anos, congratulando-se com o facto de se ter conseguido “cumprir os ideais daqueles que inicialmente a imaginaram”.
No dia em que a Rádio completou os 25 anos de existência, o director recordou que os seus mentores “não esperavam que a rádio viesse a vingar”, no entanto, hoje, “continuam a rever-se no projecto que começaram.
Criada em 1986 por alunos da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), a, então, Rádio Universidade do Marão começou por ser emitida, ainda enquanto rádio pirata, a partir de uma cave do Ex-DRM, um dos pólos da academia transmontana. Três anos depois, com o apoio da reitoria, foi constituída uma cooperativa que permitiu a sua legalização.
A rádio cresceu e ganhou dimensão, mas até hoje não perdeu o seu cunho universitário, marcado não só no papel formativo, com a realização de vários estágios de alunos do curso de Ciências da Comunicação, criado em 2006, mas também de vários programas.
“Por exemplo, temos um programa de ciência que é produzido em parceria com a UTAD e que está a ser difundido para cerca de 20 rádios de todo o país, incluindo Madeira e Açores”; sublinhou Luís Mendonça.
A abertura da Universidade FM às outras rádios foi possível a partir de 2000, quando uma total renovação ao nível dos equipamentos (levada a cabo com apoio de fundos do Estado), passando da era analógica à digital, permitiu alargar horizontes, inclusivamente a candidaturas a projectos comunitários que resultaram na produção de centenas de programas dedicados à temática europeia. “Esses projectos também trouxeram esta mais-valia, que foi levar os programas a outras rádios. Uma experiência que nos abriu as portas para fazermos projectos noutras áreas, sobre outras temáticas, como a protecção das florestas, a prevenção rodoviária ou o turismo, que, produzidos pela Rádio, ganharam dimensão na região, ao serem difundidos por outras emissoras, nomeadamente dos distritos de Bragança, Porto, Braga e Guarda.
Outra aposta importante na história da rádio vila-realense foram os noticiários, como reconhece o director, referindo que “a qualidade da informação”, que é garantida pela equipa de jornalistas constituída por Mila Brigas e Sónia Domingues, “fez com que a rádio tenha ganho muita notoriedade”.
A Universidade FM integra ainda a Cadeia de Informação Regional (CIR), um projecto criado em 1996, na altura da discussão sobre o processo de regionalização, e que, inicialmente teve como parceiro uma outra rádio do concelho de Vila Real, a Rádio Independente. “Quando a CIR foi criada a nossa rádio não estava incluída, mas sim a Rádio Independente, que não conseguiu corresponder às expectativas, muito exigentes ao nível informativo”, recorda Luís Mendonça, referindo que, poucos meses depois da sua criação, a Cadeia de Informação passou a contar com a parceria da Rádio Universidade.
Quanto ao futuro, o director admite a necessidade de apostar na imagem como o novo desafio da Universidade FM. “Não sei ainda como o vamos fazer, mas essa é uma área que devemos explorar”, adiantou o director, referindo que a Rádio já está presente no Facebook, e com “óptimas repercussões”.
No âmbito das comemorações do seu 25º aniversário, além de uma exposição patente no Museu do Som e da Imagem, no Teatro de Vila Real, a Rádio vai realizar amanhã um jantar comemorativo onde vai homenagear várias pessoas e entidades, nomeadamente Paulo Cristina, que avançou com a ideia de criação da rádio, em 1986, o representante da Citoren em Vila Real, Z. Sousa e Camilo (o cliente mais antigo), a discoteca Ritmin (agora Looks) e o bar Barum Barero, a UTAD, a Associação Académica e os Serviços de Acção Social.




