Desde o início de Março que o serviço de recolha de sangue deixou de ser feito no Hospital de São Pedro para funcionar num espaço da Cruz Branca. Cinco meses depois, e para dotar o serviço de melhores condições, as dádivas são agora recebidas no Centro Paroquial da Sé. Amanhã os vila-realenses têm uma nova oportunidade de dar a outros a tão preciosa dádiva
Desde o dia 18 que o Instituto Português de Sangue do Porto (IPS) deixou as instalações da Cruz Branca de Vila Real para garantir o serviço de recolha no Centro Paroquial da Sé, mantendo-se no entanto o funcionamento nas sextas-feiras e nas primeiras terças-feiras de cada mês.
A alteração da morada prende-se com a necessidade de dotar o serviço de ainda melhores condições para os dadores vila-realenses que, cada vez em maior número, acedem ao desafio de doar sangue.
Por cada sessão IPS do Porto desloca pelo menos duas equipas constituídas por um médico, três enfermeiros e pessoal administrativo permitindo assim que o processo de recolha seja mais célere para os dadores.
A transferência do serviço do Centro Hospitalar de Trás–os-Montes e Alto Douro para o IPS veio ainda permitir um aproveitamento “à 100 por cento” dos componentes desta dádiva tão preciosa, sendo que outra das principais mais-valias é a garantia de um controlo ainda maior do sangue recolhido.
Só em 2007, altura em que a recolha ainda era garantida pelo hospital de São Pedro, foram estavam registados 94 mil dadores tendo sido recolhidas 68 mil unidades de sangue, uma média mensal de 500 unidades por mês que já foi ultrapassada desde a transferência do serviço para o IPS.
As recolhas regulares de sangue acontecem todas as sextas-feiras e na primeira terça-feira de cada mês, no Centro Paroquial da Sé, entre as 9h30 e as 17h30, sem pausa para o almoço.
De recordar que todas as pessoas podem dar sangue desde que cumpram alguns requisitos, nomeadamente tenham mais de 18 anos, peso superior a 50 quilos, e respondam um questionário sobre historial médico e possíveis comportamentos de risco. As mulheres podem dar sangue de quatro em quatro meses e os homens de três em três.
Maria Meireles




