Quarta-feira, 17 de Agosto de 2022

Regia-Douro Park: Empresários começam a chegar este mês

Dez milhões euros de investimento em 10 hectares que vão ser dedicados a criar “uma nova centralidade empresarial no Douro”. Depois de sete anos de espera, o “motor” do Parque de Ciência e Tecnologia começa a trabalhar e já são muitas as empresas interessadas em aproveitar a boleia rumo ao desenvolvimento científico e tecnológico, à internacionalização, rumo ao sucesso

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Com o espaço da Incubadora já ocupado a 50 por cento, alguns lotes industriais “fechados” e várias empresas confirmadas para o Centro de Excelência da Vinha e do Vinho, o Regia-Douro Park – Parque de Ciência e Tecnologia (PC&T) de Vila Real tem despertado o interesse dos empresários, que começam a instalar-se já este mês.

Com a parte da construção praticamente concluída, faltando apenas “alguns pormenores na finalização dos edifícios e zonas exteriores”, a dinâmica do Regia-Douro Park começa a desenvolver-se, estando neste momento a ser preparadas as salas que irão receber os empresários e os laboratórios pensados para “o desenvolvimento de produtos agro-industriais, com um enfoque grande no setor da vinha”.

Nuno Augusto, diretor -geral do PC&T, levou a VTM numa primeira visita aos vários espaços, explicando que está em curso também a preparação dos terrenos dos 26 lotes que vão receber as unidades industriais associadas ao Regia-Douro Park.

“Vamos ter um Parque muito completo”, sublinhou o mesmo responsável adiantando a expectativa de que “em setembro” esteja “a funcionar em pleno, com todas as valências disponíveis”.

No que diz respeito à Incubadora de Empresas, que conta com 25 espaços, alguns em sistema de coworking (conceito de partilha de espaço), o Regia-Douro Park vai arrancar com uma ocupação superior a 50 por cento, estando confirmada a presença de pequenas empresas de vários setores de atividade, como por exemplo “engenharia, informática, serviços ligados à agricultura, consultoria e exportação de vinhos”. “Teremos empresas as quais iremos proporcionar alguns serviços de aceleramento e desenvolvimento. Terão acesso à fibra ótica, eletricidade, comunicações, segurança, limpeza”, explicou Nuno Augusto revelando que a permanência na incubadora terá um custo simbólico e um limite de tempo correspondente ao considerado suficiente para a fase de arranque e consolidação dos projetos empresariais.

A par de toda a estrutura criada para receber e garantir o funcionamento em pleno das empresas, o Regia-Douro Park proporcionará ainda um conjunto de “técnicos que irão apoia-las no desenvolvimento e organização da sua atividade, como por exemplo no apoio à internacionalização e ao crescimento”, ou seja, pessoas altamente qualificadas que poderão auxiliar em questões “fiscais, logísticas, de desenvolvimento e criação de produtos, de marketing e até mesmo, se for necessário, nas conversações com clientes e fornecedores e negociações com bancos”.

“Um empresário aqui nunca se sentirá sozinho, e terá o apoio que precisa na fase mais difícil da implantação do seu negócio, que é o arranque”, defendeu o diretor-geral.

Outro tipo de apoio, ainda mais especializado, terão as empresas com morada no Centro de Excelência da Vinha e do Vinho, um edifício com laboratórios equipados e tecnologia avançada, dinamizado pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), entidade parceira e “grande impulsionadora” da vertente científica do PC&T.

Esta valência do Regia-Douro Park também tem despertado o interesse dos empresários, estando já certo a instalação de empresas ligadas à produção vitivinícola, “uma ou duas ligadas à produção de perfumes (que irão retirar essências de produtos da terra, nomeadamente do vinho) e mais duas ou três associações do setor”.

O edifício central albergará o Douro Business Center, “um centro de negócios configurado como uma porta de entrada dos negócios na região do Douro”. Nesse edifício serão disponibilizadas “infraestruturas essenciais para empresas consolidadas, proporcionando acesso a gabinetes de prestígio, salas de formação, salas de reunião multimédia, espaços para eventos e espaços multiusos, num ambiente flexível e dinâmico de promoção empresarial”.

Implementado num terreno com 10 hectares, uma grade fatia do seu espaço será ocupado por indústrias ligados ao setor agroalimentar que também estarão associadas ao Regia-Douro Park, podendo usufruir de muitos dos seus serviços (videovigilância, segurança, acesso condicionado, sistema de incêndios), em especial ao nível da investigação.

Dos 26 lotes, cuja dimensão varia entre os 800 e os 1.900 metros quadrados, alguns “já estão fechados”, ficando assim confirmada a construção de unidades industriais de empresas “locais e regionais” ligadas, por exemplo, “ao vinho e à produção de fumeiro”.

O PC&T de Vila Real nasce depois de um investimento de 10 milhões de euros, estando previsto que, quando estiver a funcionar em pleno, seja responsável pela criação de 400 postos de trabalho diretos. “São postos de trabalho criados pelas empresas e no desenvolvimento do Centro de Excelência, porque a estrutura do Parque em si é muito pequena”, revelou Nuno Augusto.

 

Evento abre as portas do REgia Douro Park pela primeira vez no final deste mês

 

Apesar de ainda não ser considerada a sua inauguração oficial, o PC&T vai pela primeira vez abrir as suas portas no dia 29, no âmbito de uma iniciativa da UTAD dedicada ao tema “Ciência, Vinho & Território”.

O primeiro de dois eventos acontecerá durante amanhã, na Aula Magna da UTAD, com a distinção de João Nicolau de Almeida e Luís Braga da Cruz com o grau de doutor honoris causa da academia transmontana.

Depois da cerimónia, ainda no campus universitário, serão apresentados os resultados dos inquéritos realizados no Alto Douro Vinhateiro no âmbito do projeto “Estratégias de Valorização económica do Alto Douro Vinhateiro” e inaugurada a exposição “Territórios do Vinho”, que inclui obras de 20 pintores portugueses contemporâneos.

À tarde, o evento passa então para o espaços do Centro de Excelência do Regia-Douro Park, onde se realizará a conferência “Ciência, Vinho & Território”, com intervenções de Emídio Gomes, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte e do presidente do Institut des Sciences de la Vigne et du Vin, da Universidade de Bordeaux, entre outros participantes.

 

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