Nos próximos dois meses vão abrir as portas no Douro mais duas unidades hoteleiras, em Mesão Frio e no Pinhão, que fazem parte de um pacote de 17 empreendimentos turísticos apoiados pelo “ON.2 – O Novo Norte” (Programa Operacional Regional do Norte) em mais de 17,2 milhões de euros.
Segundo fonte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), atualmente estão em execução na região duriense projetos que envolvem um investimento de quase 26 milhões de euros.
Os 17 projetos, alguns já em funcionamento outros em fase de conclusão, cujo financiamento foi aprovado pelo ON.2, não estão assim incluídos no processo de reapreciação em curso encetado por uma resolução do Conselho de Ministros que “prevê a reavaliação de todas as operações aprovadas há seis meses ou mais e que tenham, à data de entrada em vigor da presente resolução, uma execução financeira registada inferior a 10 por cento, tendo em vista a rescisão, nos termos legais aplicáveis, dos respetivos contratos de financiamento ou a sua reprogramação financeira e temporal, de acordo com as condições financeiras para a sua concretização a evidenciar pelos respetivos promotores”.
Entre os empreendimentos que estão a nascer na região está o Água Hotels Douro Scala, um hotel cinco estrelas que abre amanhã as suas portas, representando assim, atualmente, a única unidade hoteleira de grande dimensão em funcionamento do concelho de Mesão Frio.
Hélio Correia, diretor do novo hotel, adiantou ao Nosso Jornal que a unidade “dispõe de 45 quartos, incluindo quartos duplos, suites e uma suite presidencial” e terá amanhã a sua abertura em “regime de soft-opening”.
Segundo o grupo empresarial responsável pela unidade, “o projeto de requalificação da Quinta do Paço teve um investimento de cerca de cinco milhões de euros, financiados a 70 por cento pelos fundos comunitários e envolve a Direção Regional da Cultura do Norte, a Câmara Municipal de Mesão Frio e a empresa Prata Parque – Investimentos Imobiliários S.A., composta por seis acionistas e com sede em Lousada”.
Alberto Pereira, presidente da Câmara Municipal de Mesão Frio, reconhece a importância do projeto não só para o desenvolvimento do setor do turismo mas para o combate ao desemprego no concelho. Criando um total de 30 postos de trabalho, o Douro Scala deu preferência a candidatos do concelho e da região. “Deixa-me satisfeito que os responsáveis tenham tido o cuidado de contratar essencialmente pessoas de Mesão Frio”; revelou o autarca, lembrando que foi assim encontrada uma resposta para muitos funcionários que saíram do, agora encerrado, Solar da Rede, e há muitos jovens que fizeram formação adequada para assumir o posto de trabalho.
Apesar de ter visto encerrar recentemente o Solar da Rede e, há cerca de três anos, outra unidade hoteleira no centro da vila, o hotel Pinhedos do Douro, Alberto Pereira está satisfeito pelo facto de, “felizmente, haver empresas que estão a apostar no concelho” ao nível do turismo, estando previsto, para breve, a reabertura de unidades em duas freguesias.
Entretanto, tanto quanto o Nosso Jornal conseguiu apurar, irá também abrir as suas portas, em julho, o hotel de três estrelas criado no Pinhão, uma unidade que exigiu um investimento superior a 1,6 milhões e que representa uma aposta dirigida à classe média.






