Terça-feira, 16 de Junho de 2026
InícioMirandelaResíduos do Cachão começaram a ser retirados

Resíduos do Cachão começaram a ser retirados

Os resíduos depositados no Complexo do Cachão, em Mirandela, começaram a ser removidos no início da semana.

As câmaras de Vila Flor e Mirandela substituíram-se à empresa Mirapapel, que durante anos acumulou plástico e papel prensado em armazéns do complexo até que dois incêndios que ali deflagraram chamaram a atenção para o que foi considerado de crime ambiental e saúde pública.
O Fundo Ambiental disponibilizou 265 mil euros para a remoção que está a ser feita pela empresa Ferrovial e que prevê retirar do local cerca de quatro mil toneladas de resíduos, porém, só no final será possível avançar com o número concreto, como disse César Alvim, da Ferrovial Serviços, empresa que ganhou o concurso.
A operação começou num armazém que não ardeu, com a retirada de fardos de plástico prensado. Nos outros armazéns há materiais queimados e entulho, já que um dos edifícios colapsou num dos dois incêndios, que ocorreram em 2013 e 2016.
Os resíduos retirados serão transportados para um centro integrado de valorização de resíduos da empresa, em Famalicão, alguns depositados em aterro e outros poderão ser recuperados, como explicou o responsável.
O prazo de execução dos trabalhos é de 120 dias, mas a empresa irá “tentar” aceder ao pedido dos autarcas de acelerar a intervenção para que a conclusão ocorra até ao final do ano.
A presidente da câmara de Mirandela, Júlia Rodrigues, considera que “finalmente vai haver boas condições e boa qualidade de vida para todos que ali vivem e trabalham”.
“Foi um dia há muito aguardado pelas populações, que já não acreditavam que seria possível retirar esta carga ambiental destes incêndios que também foram tóxicos para as populações”, declarou.
A prioridade dos autarcas que gerem o complexo, agora denominado Agro Industrial do Nordeste (AIN), é retirar o lixo. Depois pensarão no processo jurídico relativamente à empresa que causou a situação.
No futuro, pretendem negociar com a Agência Portuguesa do Ambiente a requalificação ambiental de forma a dar vida e dinamismo a este complexo e fazer jus à sua história e ao fundador, o engenheiro Camilo Mendonça considerado o “pai” da agricultura transmontana.


APOIE O NOSSO TRABALHO.
APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências, nunca paramos um único dia.

Contribua com um donativo!

VÍDEO

Mais lidas

PRÉMIO

ÚLTIMAS NOTÍCIAS