Terça-feira, 13 de Abril de 2021

Sanguessugas tecnológicas

Chegamos a um ponto na nossa sociedade onde, quanto mais tempo passa, mais dependemos dos aparelhos eletrónicos que roubam o lugar de jornais, cadernos e todos os livros.

Há uns tempos, facilmente encontrávamos alguém num jardim a ler um livro ou num café com um jornal na mão. O que vemos hoje em dia? Pessoas com aparelhos eletrónicos de todos os tamanhos e feitios em busca de algo online, à pressa e sem prestar atenção ao que as rodeia. 

Tudo bem que o avanço da tecnologia proporcionou uma eficácia extrema no que toca a pesquisas, contactos, lazer, entre outras e… tudo num só dispositivo! Realmente é algo incrível e uma novidade mas… o que está à volta merece assim ser esquecido?

Nem toda a sociedade pode ser posta em causa, ainda há quem consiga conciliar o uso da tecnologia com a realidade social que nos envolve e isso, hoje em dia, é de louvar! Todos aqueles que usufruem da vida para além de um telemóvel, tablet ou computador, mostram-se seres responsáveis e fiéis à naturalidade da vida. É esse o exemplo que devemos seguir porque a vida real não pode ser substituída pela tecnologia que surge a toda a hora e momento.

Em grande parte, são os jovens que nascem já na tecnologia não sabendo já viver sem ela. Não deixam de registar todos os momentos para partilhar online com muitos desconhecidos em vez de as guardarem no coração ou na mente fotográfica, como queiram.

Existe toda uma sede de querer sempre mais: mais rápido, mais novo, mais informação, mais partilha, mais amizades (muitas das vezes duvidosas). Todo um luxo que muitas vezes deixa de parte o que realmente se precisa.

Faremos por melhorar a nossa vida social na realidade ou apenas trabalhar para termos mais seguidores por detrás de uma imagem toda ela melhorada só para crescerem os likes?

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