O “Ecumenismo”, em termos gerais, é um movimento mundial que tem por objectivo tentar a união de todas as religiões “monoteístas”, quer dizer, que crêem e adoram o mesmo Deus. Estão nestas condições a Igreja Católica, as religiões protestantes/cristãs, nas suas ramificações, os católicos das igrejas orientais ou ortodoxas. Isto, numa primeira fase que, como se sabe, ainda está muito longe de uma “união oficial”, embora se tenham realizado encontros e celebrações comunitárias com os Santos Padres das últimas décadas, sobretudo em Assis, Itália, com diálogos e orações por esta intenção da “unidade” e pela paz, bem como em múltiplas dioceses do mundo inteiro e, em Portugal, pelo menos, anualmente, em Lisboa e no Porto.
Numa segunda fase, portanto a longo ou longuíssimo prazo, o mesmo com as religiões não cristãs, isto é, politeístas que não crêem nem adoram a Deus na Pessoa Divina e não só humana, de Nosso Senhor Jesus Cristo, na sequência da primeira fase da “unidade”. É por esta razão que se diz que “não são cristãos”.
Esta palavra “Ecumenismo” deriva do grego “Oikouméne” que significa “toda a terra habitada”. Pelo que este termo está bem empregue. porque o que se deseja e espera é a unidade religiosa de “grande parte da terra habitada”.
Como se compreende, levará séculos, até que se obtenha esta “unidade”, na sua plenitude.
Este objectivo está fundamentado no desejo explícito do próprio Jesus Cristo, que o expressou, por estas palavras: “Pedi ao Pai para que haja uma só Igreja/Povo Crente e um só Pastor” – Ele presente no Papa. Nos nossos dias, está patente nos vários documentos do Concílio Vaticano II e na Encíclica “Ut unum sint”, do Papa João Paulo II, em 1995.
O que podemos fazer nós, simples cristãos, para que esta aproximação e unidade se concretizem? Duas atitudes (penso eu): a prática da virtude da Caridade, respeitando e acolhendo, em particular e em público, e acolhendo-nos, mutuamente, uns aos outros, sem preconceitos – “Vede como eles se amam e respeitam” – e pela “oração”: “Pedi ao Pai um só rebanho e um só Pastor”!
Por último, se tivermos e vier a propósito, esclareçamos as pessoas se e quando nos abordarem sobre tal assunto, não nos esquecendo que, depois da oração, o que mais esclarece e atrai para a verdade é o exemplo da nossa vida!
J. Silva Pinto


