Durante a leitura da sentença, o juiz referiu que “é triste, em pleno século XXI, que esteja a dizer o óbvio. Um marido não é superior à sua esposa, não deve usar de violência, devem-se respeitar e não se resolvem as coisas através da violência”. “Só este ano já morreram 24 mulheres em Portugal e, nos últimos 12 anos, 460 mulheres foram assassinadas”, acrescentou.
De recordar que o caso teve lugar em janeiro de 2018, numas bombas de combustível de Bragança, quando a vítima, de 33 anos, foi esfaqueada pelo companheiro, de 37, em todo o corpo, tendo ficado vários dias hospitalizada.
O juiz sublinhou ainda que o tribunal entendeu como justa e adequada a pena de sete anos de prisão efetiva, referindo que o arguido não parou com as agressões, apesar de lhe ter sido insistentemente pedido, não teve qualquer respeito pela companheira, mãe dos seus sete filhos, nem “pela sua
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