Em comunicado, o CESP adiantou que numa reunião com a direção do centro social transmitiu preocupações de trabalhadores da instituição relacionadas com uma alegada “falta de qualidade alimentar” e “inexistência de quadros mínimos para o número de utentes”.
Segundo o sindicato, a direção da instituição terá decidido retirar às funcionárias a folga em dia de aniversário, deixar de fornecer o pequeno-almoço e lanche e impedir o uso de telemóveis pessoais durante o serviço.
“Não podemos deixar passar incólume a perda de direitos adquiridos como retaliação pela reivindicação de melhores condições para trabalhadores e utentes”, afirmou o CESP, acrescentando que a “Segurança Social será chamada a pronunciar-se sobre o uso de dinheiros públicos por esta instituição em desrespeito por contratos outorgados que não visam apenas o autofinanciamento, mas sobretudo assegurar as condições mínimas dos utentes/idosos” e que apresentaria queixa à Autoridade para as Condições do Trabalho.
A VTM tentou contactar a presidente do Centro Social, mas sem sucesso. À Lusa, Aurora Carvalho negou as acusações. Admitiu que as medidas foram implementadas, mas tendo em vista o “equilíbrio financeiro” da instituição e uma “poupança” num período de aumento de custos.
“Não é verdade, claro que não é verdade. Com o objetivo do equilíbrio financeiro temos que tomar algumas medidas e, para que as funções sejam desempenhadas da melhor forma, proibimos realmente o uso do telemóvel”, afirmou, salientando que as medidas “não foram de retaliação”, mas de “contenção financeira”. E admite que se trata de uma experiência, podendo as medidas vir a ser repostas caso se verifique que não se traduzem em poupança significativa.




