Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
Região“Sou a favor que os árbitros falem no final dos jogos”

“Sou a favor que os árbitros falem no final dos jogos”

No programa “Bola ao Centro”, o árbitro Orlando Valoura, da Associação de Futebol de Vila Real (AFVR), mostrou-se a favor de que “falemos no final dos jogos, na flash interview, tal como os jogadores”.

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“O jogador erra, o árbitro não o critica. Mas se o árbitro erra, toda a gente lhe cai em cima”, afirma, entendendo que, por isso, “o árbitro deveria ter a oportunidade de dar a sua opinião no final dos jogos e explicar certas decisões”.

Árbitro há quase 30 anos, 10 dos quais em Portugal, tudo começou por uma brincadeira. “Eu fui emigrante em França e jogava futebol numa equipa de portugueses, na qual era o capitão. Num dos jogos, o árbitro não apareceu e o observador disse que o jogo se realizava caso alguém que estivesse na ficha de jogo assumisse a arbitragem. Foi então que me disponibilizei”, recorda, admitindo que “correu bem” e

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que “foi aí que ganhei o bichinho”.

Com o final da época, chegou, também, o momento de colocar um ponto final na carreira. E nestes anos, confessa, “não vi grandes mudanças na arbitragem”, nem com a chegada do vídeo-árbitro (VAR), com o qual não concorda.

“Eu sou contra o VAR. Basta vermos o jogo da final da Taça de Portugal. O que estava lá o VAR a fazer”, questiona, afirmando que “não se compreende como é o VAR, havendo agressão, não chama o árbitro”. E acredita que o VAR “tirou um pouco do encanto da modalidade”, porque “os jogadores, muitas vezes, estão mais preocupados em pedir que se vá ao VAR do que em fazer o trabalho deles”. Além disso, “há decisões muito demoradas”.

A decisão de terminar a carreira “não foi fácil, mas foi ponderada”, revela Orlando Valoura, que quer dedicar-se “mais à família”.

E sobre os mais novos, que agora começam a dar os primeiros passos na arbitragem, diz que “muitos querem chegar ao topo muito depressa. Para se ter sucesso não podemos ir de elevador, tem de ser degrau a degrau”, revelando que “é preciso dedicação, tempo e descanso, porque são muitos quilómetros”.

VEJA O VÍDEO DO PROGRAMA AQUI


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