Após sensivelmente um século, a antiga sala de espetáculos da cidade duriense abriu as suas portas. Não resultando do aproveitamento da estrutura original devido ao seu adiantado estado de degradação, mesmo assim a identidade do edifício foi mantida. A estrutura interior em madeira (pinho tratado), ferragens e toda a sua conceção original foi preservada.
Agora, a cidade tem um novo espaço polivalente, que, apesar do seu nome, estará mais vocacionado para outras atividades. O presidente da Câmara da Régua, Nuno Gonçalves, não deu muita importância ao facto da obra não ter inauguração oficial. “De facto, por nós, não houve inauguração, apenas entrada em funcionamento. É uma obra em que intervém três entidades: a autarquia, o IVDP e o Museu do Douro, e não sei se as outras duas entidades vão querer fazer alguma cerimónia de abertura. Mas o que interessa é que já está à disposição da comunidade.
O teatrinho está concluído e à disposição das associações, grupos culturais, clubes e outros assumiu que “a câmara comparticipou n ali possam ter acolhimento para as suas atividades.
No que concerne ao papel da câmara neste projeto, o autarca uma terça parte no montante global do projeto de 780.000 euros e adjudicou um imóvel contíguo de 60 m2 ao teatrinho, para lhe dar uma dimensão mais adequada”.
Integrado no projeto de regeneração urbana da frente ribeirinha da cidade, o novo equipamento vai proporcionar uma nova oferta a nível cultural e tem sala de espetáculos, espaço multimédia e é adequado para exposições culturais.
Recorde-se que, em 1999, foi o então Instituto do Vinho e do Porto que adquiriu o imóvel e em 2006, entregou o Teatrinho ao Museu do Douro. O teatrinho da Régua nasceu em 1912, quando um grupo de reguenses comprou duas casas arruinadas na esquina da Rua da Vareira para aí construir o teatrinho. O primeiro espetáculo que há memória remonta a 27 de novembro de 1912, quando o mesmo grupo organizou um para angariar receitas a favor dos bombeiros locais.




