Quinta-feira, 11 de Agosto de 2022

Tiago Pona | Treinador dos Iniciados do GD Chaves

Tiago Pona é um jovem treinador cheio de ambição, que quer chegar a treinador de um clube da I Liga. Sabe que é um caminho difícil de percorrer, mas também sabe que com muito trabalho e dedicação é possível chegar lá. Depois de treinar as camadas jovens do Flaviense e Chaves, a próxima meta é treinar uma equipa sénior de forma a colocar em prática tudo aquilo que tem aprendido na formação.

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VTM- Como surgiu o Tiago no mundo do futebol?

TP – Abandonei a minha carreira de futebolista quando era iniciado de 1º ano, mas sempre tive imenso gosto pelo futebol. Decidi dedicar-me à arbitragem, onde se tem uma visão diferente do futebol. Tive uma paragem de dois anos devido a uma lesão no joelho. A partir daí comecei a ter gosto pelo treino, não parei a minha aprendizagem até que entrei num clube como treinador-adjunto.

VTM – Qual o percurso enquanto futebolista?

TP – Fui atleta da Associação Desportiva Flaviense na categoria de infantil e iniciado.

VTM – Como surge o Tiago no Chaves?

TP – Tinha feito uma boa época no Flaviense e felizmente as pessoas ficaram contentes com o meu trabalho. Fizeram–me o convite para eu ingressar no Chaves, e eu fiquei super feliz e obviamente aceitei de imediato a proposta. É o clube referência do distrito na formação.

VTM – Quais os clubes que já orientou?

TP – A Associação Desportiva Flaviense e Grupo Desportivo de Chaves, tudo em camadas jovens.

VTM – Qual o seu treinador preferido?

TP – José Mourinho é claramente o meu preferido e o seu percurso e êxito falam por si. É o melhor.

VTM – Que opinião tem acerca do futebol de formação que se pratica no distrito de Vila Real?

TP – Existe muita diferença entre os clubes, não na forma de trabalhar, mas acho que seria necessário criar-se quadros mais competitivos. No entanto, hoje em dia as pessoas investem muito na formação, o que é de louvar.

VTM- Qual o seu modelo de jogo preferido?

TP – Conforme a estratégia e a realidade dos clubes, geralmente a amplitude da equipa é feita pelos médios exteriores. Organizam o espaço ofensivo e são bastante apoiados pelos defesas laterais. O meio-campo funciona como um motor de um carro. Os três jogadores do setor médio devem ser criativos, exímios no passe e na ocupação de espaços. O médio defensivo deve ser o motor de arranque da equipa, com funções de primeiro distribuidor da equipa, face à sua postura em frente aos defesas centrais. Por isso, deve ser hábil no passe longo. Os médios laterais devem ser tecnicamente capacitados e habilitados no cruzamento. Por sua vez, os médios interiores devem ser inteligentes para lançar o jogo para um dos extremos ou para o avançado, e, ao mesmo tempo, mostrar bastante habilidade em segurar a bola e reagir rapidamente à pressão do adversário. Por tudo isto, o meu modelo preferido é o 4-3-3.

TP – Quais as ambições do Tiago como treinador de futebol?

VTM – Tenho objetivo de ser profissional de futebol e treinar na 1ª liga. Ainda sou jovem mas vou trabalhar para lá chegar e só assim é que podemos um dia concretizar os nossos sonhos.

VTM – Qual o melhor e pior momento enquanto treinador?

TP – Melhor momento, é uma pergunta difícil mas considero a manutenção mais importante que o título, pois é muito difícil ficar nos campeonatos nacionais. Até a data posso dizer que tem sido uma carreira ainda curta mas positiva, espero que continue os momentos de alegria e que venham mais vitórias.

VTM- Que balanço faz da equipa de iniciados do Chaves?

TP – Foi uma época complicada pois perdemos algumas peças importantes da equipa, mas trabalhamos imenso para conseguir a manutenção, que foi alcançada com muito esforço, dedicação e empenho de todos. Foi merecida a nossa manutenção no nacional.

VTM – Quais as maiores dificuldades que encontra no dia a dia relativamente à equipa de iniciados?

TP – São idades complicadas, temos de saber compreender as ideias que eles têm no futebol. Muitas vezes não levam o treino com a intensidade desejada e depois acontecem os resultados negativos. Contudo, esta época conseguimos que eles compreendessem a nossa mensagem. Existe alguma diferença de qualidade entre jogadores e isso também é notório, temos de ter paciência no treino.

VTM – Em termos de apoio por parte da direção do Chaves, o que tem a dizer?

TP – Temos tido o apoio necessário, dentro da realidade do clube. Poderíamos ter ido buscar mais um ou dois reforços para a equipa e concerteza a manutenção teria sido uma realidade bem mais cedo, mas não quero entrar por aí, até porque os diretores têm sido 5 estrelas e apoiam no que podem.

VTM – Sempre acreditou na manutenção?

TP – Sempre acreditei porque se não acreditasse não tinha ficado com o grupo, todos acreditámos e a prova disso é que conseguimos todos juntos a manutenção.

VTM- O que acha que falta para as equipas de formação do nosso distrito se manterem nos nacionais?

TP – É difícil porque geralmente os melhores jogadores desaparecem, mas tem que se começar mais cedo a pré-época que as outras equipas e trabalhar muito os aspetos técnicos, pois os jogos decidem-se em bolas paradas em detalhes que requerem muito trabalho e que podem ser fundamentais para a manutenção.

VTM – Como analisa as arbitragens?

TP – No geral têm sido boas, no entanto por vezes apanhamos jovens árbitros que cometem alguns erros mas não os devemos julgar por isso, pois todos erramos.

VTM – Acha que no futuro algum atleta dos iniciados pode vir a fazer parte da equipa senior?

TP – Penso que sim, alguns atletas da formação na forma como treinam parecem seniores, têm uma maturidade e vontade de treinar fantástica.

VTM- Rafael Guzzo, Generoso e provavelmente Micael ingressaram em equipas como Benfica e Porto. Que significado isso tem para a formação flaviense?

TP – É uma recompensa para quem os treinou e para o clube, pois quem não fica orgulhoso de dizer que o atleta é de Chaves e foi formado no clube? É também um exemplo para os outros jovens para seguirem os passos deles.

VTM- Acha que as condições de trabalho são as melhores?

TP – Acho que fazia falta mais um campo, temos muitos atletas e por vezes torna-se muito dificil o trabalho, o que se pode refletir depois nos resultados.

VTM- Como analisa o atual momento da equipa sénior do Chaves?

TP – O Chaves esteve na luta pelo acesso ao Play-off, contudo a equipa perdeu muitos pontos em casa, mas seria bom para a cidade e para a região ter um clube na 1ª Divisão. Seria um sonho e há que continuar a trabalhar para ver o clube jogar ao mais alto nível. Quem sabe se no próximo ano, o Chaves não regressa à I Liga!

VTM – Acredita que um dia pode chegar à equipa sénior?

TP – O meu sonho é um dia poder treinar a equipa sénior, já que o Chaves é o meu clube de coração. Trabalho todos os dias a pensar que esse momento vai acontecer.

VTM – Que mensagem quer deixar aos adeptos do Chaves?

TP – Que apoiem todos os escalões de formação e que liguem mais ao clube da terra, pois quantos mais sócios o clube tiver melhor, mais gente temos nos estádios. É também necessário que transmitam aos filhos a mística do clube.

VTM – Com o vê o “Nosso Jornal” no contexto desportivo da nossa região?

TP – Faz uma cobertura fantástica no desporto da região, penso que é uma mais-valia para o distrito e todos nós que andamos no futebol e não só, gostámos de o ler. Espero que continuem a divulgar o desporto no distrito de Vila Real.

 

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