Esta iniciativa, semelhante à que teve lugar em Chaves no dia 13 de outubro, teve como objetivo denunciar a degradação dos cuidados de saúde na região e alertar para as dificuldades enfrentadas por utentes e profissionais.
Paula Dias, da União dos Sindicatos de Vila Real, exigiu o reforço do SNS e o fim das ameaças de encerramento e de redução dos serviços hospitalares no distrito. A sindicalista considerou que as medidas em curso representam “o desmantelamento descarado e cruel do SNS”, acusando as políticas governamentais e a gestão dos serviços de saúde de contribuírem para a redução das especialidades, a centralização dos cuidados de saúde e o agravamento das dificuldades de acesso à assistência médica nas zonas rurais. “A saúde é um direito constitucional e não uma mercadoria”, afirmou Paula Dias.
Entre os problemas apontados, destacou a existência de cerca de 16 mil utentes sem médico de família no distrito, a falta de recursos humanos, a saída de profissionais e o desgaste dos médicos que continuam a assegurar os serviços.
Paula Dias denunciou também atrasos no pagamento de horas extraordinárias, obstáculos à avaliação de desempenho e à progressão nas carreiras, bem como dificuldades de deslocação causadas pela dispersão geográfica e pela concentração de serviços em Vila Real.
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