Desde quarta feira à porta do Cemitério Municipal de Chaves, António Ramos controla as entradas e saídas e se as pessoas cumprem com as regras estabelecidas. O uso da máscara, desinfeção das mãos e respeito pelos circuitos de circulação.
"Têm-se comportado bem mas também não tem havido muita afluência", referiu o funcionário da câmara, acrescentando que "devem ter medo de vir por causa do vírus".
Apesar das restrições e das regras, e de frequentar regularmente o cemitério, Ana Mota gosta sempre de visitar os seus familiares já desaparecidos neste dia. "É um dia simbólico". Opinião partilhada por António Alves que aplaudiu o facto de a câmara municipal não ter encerrado os cemitérios. Quanto às regras a respeitar, concorda. "É importante até porque acabamos de saber que estamos na lista dos concelhos que vai ficar em recolhimento domiciliário e, pelo menos nesta fase, em que não sabemos o que nos espera é preferível termos cuidado".
Também à porta do cemitério, Maria Alves e Susana Rodrigues tentam fazer o seu negócio com a venda flores e velas mas, este ano "está muito mau".
"Estava tudo com medo que os cemitérios estivessem fechados neste fim de semana e trataram das campas antecipadamente", referiu Maria Alves, que há 30 anos vende os seus arranjos de flores neste local e nunca "vendeu tão pouquinho" como neste ano.
Susana Rodrigues justica o fraco negócio com a "falta de gente, com a falta de dinheiro por causa deste vírus".
Mais desenvolvimentos na edição da próxima quinta-feira.




