No âmbito de uma investigação da Directoria da PJ do Porto, uma brigada da Delegação de Vila Real deteve, na semana passada, três homens e uma mulher que foram identificados e que são suspeitos de terem cometido um atentado homicida, em 24 de Outubro, o qual feriu uma pessoa e destruiu o interior de um estabelecimento de cafetaria. Ao mesmo tempo, as autoridades apreenderam uma grande quantidade de material pirotécnico, utilizado no rebentamento de pedreiras e em trabalhos florestais, mas comum em artefactos de bombas rudimentares, nomeadamente cordão detonante, cordão lento (ou de rastilho) e vários quilos de explosivos. Ao todo, em cordão, a PJ deitou mão a cerca de oitenta metros, contidos em várias bobines.
A operação decorreu nos lugares de Alturas do Barroso, Salto e Venda Nova, onde acabaram por ser detidos os suspeitos. Além das residências, os agentes revistaram vários barracos e espaços anexos.
Esta vasta operação contou com o apoio de uma brigada cinotécnica da GNR de Peso da Régua, deslocada para o efeito. A acção culminou cerca de dois meses de investigação sobre este atentado que, ao que se suspeita, tinha como alvo um empresário de construção civil, Fernando Pires, residente em Pomar da Rainha, onde explora aquele café e restaurante.
Nas buscas domiciliárias, foi revistada ainda a casa de um empresário, dono de um posto de combustíveis. Os suspeitos principais são um casal de Alturas do Barroso. Os detidos, com idades entre os vinte e quarenta anos, foram presentes no Tribunal Judicial de Montalegre.
Jmcardoso




