O troço da Auto-estrada Transmontana entre os Nós de Lamas de Orelhão e Mirandela Poente abriu ao tráfego automóvel no dia 19, confirmou a empresa Estradas de Portugal (EP) em comunicado.
Segundo a EP, “este troço com cerca de oito quilómetros, que representou um investimento de 22 milhões de euros, duplica o actual IP4, transformando-o em auto-estrada”.
Da Auto-estrada Transmontana, que em conjunto com o troço do Túnel do Marão constituí o prolongamento da Auto-estrada 4, “já se encontram abertos ao tráfego os lanços Bragança Poente / Bragança Nascente, Vila Real Nascente / Justes e Nó de ligação ao IP2 em Macedo de Cavaleiros, perspectivando-se, ainda em 2011, a conclusão do lanço entre Mirandela Poente e Mirandela Norte, numa extensão total de 40 quilómetros”.
A empresa antevê ainda que “durante o terceiro trimestre de 2012 sejam concluídos os restantes 93 quilómetros que compõem a Auto- -estrada Transmontana, cujo concurso foi lançado em 2007 e adjudicado em 2008, compreendendo a concepção e construção do lanço de auto-estrada da A4/IP4, entre Parada de Cunhos (Vila Real) e Quintanilha (Bragança)”.
Em declarações aos órgãos de comunicação social, o secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Silva Monteiro, garantiu, no dia 17, em Bragança, que “a maior parte” da Auto-estrada Transmontana “não terá portagens, num primeiro momento”.
Sem avançar datas para o fim desta primeira fase gratuita, o governante revelou apenas que a gratuitidade será seguida de um momento de ponderação no qual o Governo fará “a avaliação em função daquilo que é a própria realidade da EP”.
Numa extensão aproximada de 133 quilómetros e um custo de 510 milhões de euros, a Auto-estrada Transmontana continua assim a aproximar-se de uma concretização em toda a sua extensão, uma realidade que não se aplica ao Túnel do Marão, a primeira parte da A4 na região.
Até a hora de fecho desta edição do Nosso Jornal não havia qualquer novidade relativamente ao troço de auto-estrada de 30 quilómetros que irá ligar Amarante a Vila Real e que inclui a criação daquele que, com uma extensão de 5,6 quilómetro, será o maior túnel rodoviário da Península Ibérica.
De recordar que, o período de três meses de suspensão das obras (terminado no final de Outubro), ditado pela empresa responsável pela construção do Túnel do Marão, acabou por ser prolongado por mais 60 dias, período durante o qual continuarão a decorrer as negociações entre o Governo e a Concessionária.






