Sábado, 2 de Maio de 2026

Um amor que passa de geração em geração

Quando somos crianças vemos os nossos pais como um exemplo e, na maioria das vezes, seguimos as suas pisadas, sobretudo no futebol, ao apoiarmos a mesma equipa. Que o digam Bruno e Diogo Guedes, pai e filho, ambos adeptos do SC Régua.

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Foi do pai que Bruno Guedes herdou o amor pelo Sport Clube (SC) da Régua, ainda que, “na verdade, este bichinho adquire-se por naturalidade, não é uma coisa imposta, é a natureza das pessoas”.

“Podemos ter o nosso clube a nível nacional, mas o Régua é o Régua, é o clube da terra”, afirma, confessando que “o Régua é família, é como uma segunda casa. No meu caso até posso dizer que é a primeira, porque passo lá muito”, tendo em conta que faz também parte da direção.

Questionado sobre as recordações que tem de ver o Régua jogar quando era mais novo, diz ter “boas e más”, lembrando “os jogos na terceira divisão”, onde “havia muita violência”.

“Mas tenho também boas recordações, como a rivalidade, que era totalmente diferente do que há agora”.

O amor ao SC Régua passou, anos mais tarde, para o filho Diogo, que além de adepto foi também atleta do clube, até uma lesão o ter “afastado” definitivamente dos relvados.

“É um adepto ferrenho, mais que eu até”, vinca Bruno Guedes, salientando o facto de, na época passada, terem celebrado juntos as várias conquistas do clube reguense. “Foi uma mistura de sentimentos. Chorámos juntos, rimos juntos, festejámos juntos”.

“AMOR QUE NÃO SE EXPLICA”

Ser do Régua “é único, não se explica”, diz Bruno Guedes. A mesma opinião tem o filho, Diogo, que aos 9/10 anos, começou a jogar com o emblema duriense ao peito. “Estava no Clube Caça e Pesca e depois a equipa onde eu estava foi convidada ir para o Régua. Joguei lá até aos juniores e fui campeão três vezes”.

Tal como o pai, também Diogo admite que o Régua é “uma família” e que este é um clube “muito bairrista” e “sem comparação”. Prova disso é que, “quando fomos campeões, e andámos de trio elétrico, foram muitas as pessoas que saíram de casa para celebrar connosco”.

Sobre o facto de ser um adepto ferrenho, admite que, “às vezes, até sou demais”. E ainda sobre a época passada, “andámos sempre de coração nas mãos, mas acabou por correr bem”.

Já o mesmo não se pode dizer desta época, em que o Régua se estreia no Campeonato de Portugal, tendo apenas dois pontos conquistados, em 12 jogos disputados. Mesmo assim, “não somos de mandar a toalha ao chão e, apesar de sabermos que a tarefa é difícil, vamos acreditar até ao fim, mas a manutenção é difícil”.

“A situação está complicada. A época está a correr abaixo daquilo que estávamos à espera, mas não vamos desistir, ainda que às vezes nos puxem para trás”, frisa.

Bruno e Diogo são apenas um exemplo de muitos por esse mundo fora, em que, além dos laços familiares, têm também a uni-los o amor ao SC Régua.

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