Quarta-feira, 6 de Julho de 2022

Valter Lemos diz não compreender as razões dos protestos dos alunos

No dia em que estava agendada mais uma Jornada de Greve para os alunos do Ensino Secundário, o Secretário de Estado da Educação deslocou-se a Vila Real, para uma reunião de balanço sobre o início do ano lectivo, altura em que afirmou não entender os motivos para a contestação dos alunos.   Mais de três […]

No dia em que estava agendada mais uma Jornada de Greve para os alunos do Ensino Secundário, o Secretário de Estado da Educação deslocou-se a Vila Real, para uma reunião de balanço sobre o início do ano lectivo, altura em que afirmou não entender os motivos para a contestação dos alunos.

 

Mais de três centenas de responsáveis pelos Conselhos Executivos das escolas de Vila Real, Bragança, Alto Tâmega e Douro Sul estiveram reunidos, no dia 16, com o Secretário de Estado da Educação, Valter Lemos que foi recebido com uma pequena manifestação de alunos vila-realenses.

Com a reunião a decorrer na Aula Magna da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), cerca de três dezenas de estudantes do Ensino Secundário permaneceram nos portões do Campus Universitário, com faixas, à espera da chegada da Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, que chegou já ao final da tarde, altura em que falou com os manifestantes.

Duas das principais questões que revoltam os estudantes são as aulas de substituição e a facilidade concedida, aos maiores de 23 anos, para ingressarem no Ensino Superior, questões a que Valter Lemos respondeu, com uma forte carga irónica: “Como se pode perceber, se os alunos estão a dizer que não querem ir à escola, não querem estudar, isso já um problema dos pais e da sociedade, em geral”, sublinhou o membro do Governo, realçando que, no caso das aulas de substituição, o facto de ocorrerem problemas específicos, em determinadas escolas, não quer dizer que aconteça em todas, não havendo problema, por exemplo, em “substituir uma aula de Matemática por outra de Biologia”.

Relativamente às condições especiais de acesso ao Ensino Superior, aos maiores de 23 anos, Valter Lemos sublinhou que os alunos estão a defender que não querem estudar. “O ensino obrigatório é para cumprir. Os anos seguintes não são obrigatórios, mas devem ser concluídos e devem seguir, até ao Ensino Superior”, lembrou o Secretário de Estado, adiantando que o Governo está a estudar a possibilidade de passarem de 9 para 12 os anos de ensino obrigatório.

Organizada pela Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), a reunião contou com a participação activa das escolas da região que apresentaram as suas experiências, ao nível de gestão das suas escolas, no actual ano lectivo.

 

Maria Meireles

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