Foi antigamente uma das principais salas de visita de Peso da Régua e, agora, as instituições aparentemente não tem projectos que viabilizem a sua recuperação. O velho imóvel chegou a ser desejado pela autarquia local e até pela Casa do Douro, mas o valor pedido pelo IVP era considerado exorbitante. A edilidade duriense desejava que o edifício tivesse um aproveitamento adequado à sua imponência e fosse reabilitado, só que esse trabalho não está nas suas mãos.
O IVP por diversas vezes tentou negociar a venda do Palacete dos Vazes, como é conhecido o decadente edifício, construído no início do sec. XVIII. Falou-se também, antes da aquisição da Casa da Companhia, que o Museu do Douro poderia ficar ali instalado. Hipótese que foi gorada, pois “ficava muito longe do rio” e “não tinha vistas para o mesmo”.
O Solar dos Vazes era da família Adolfo Morais Vaz de S. Miguel de Lobrigos, a sua construção ficou a dever-se a um fidalgo rural. O imóvel tinha várias particularidades: o tecto em madeira de macieira da sala de jantar era único, pois encaixava-se na perfeição sem recurso a qualquer prego. Numa das salas havia uma magnífica mesa de carvalho e a capela possuía uma talha maravilhosa, mas que terá desaparecido. Esta casa foi transmitida de geração em geração ao filho varão. De referir que o músico e maestro Pedro Osório tinha ligações à família proprietária do palacete.





