Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2025
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Vila Real, 2 – Alijoense, 0

O Campeão, S. C. Vila Real, não deu qualquer hipótese à concorrência. Nesta época, conseguiu um domínio avassalador, em todas as competições da Associação de Futebol de Vila Real (AFVR). Só lhe faltava este troféu, para completar uma temporada repleta de êxitos, onde não averbou qualquer derrota, em todos os jogos disputados. Foi o Campeão, […]

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O Campeão, S. C. Vila Real, não deu qualquer hipótese à concorrência. Nesta época, conseguiu um domínio avassalador, em todas as competições da Associação de Futebol de Vila Real (AFVR). Só lhe faltava este troféu, para completar uma temporada repleta de êxitos, onde não averbou qualquer derrota, em todos os jogos disputados. Foi o Campeão, na Divisão de Honra, com larga margem para o segundo classificado. Venceu a Taça de Honra da AFVR, frente ao Murça. E, agora, acaba por vencer a Taça da AFVR, frente ao Alijoense. Uma Taça que o clube ainda não possuía, no seu palmarés. Todo este percurso vitorioso é o culminar do esforço de uma Direcção incansável no apoio à equipa técnica e aos jogadores, numa época que começou a ser preparada atempadamente. A coesão e união do grupo foram a chave para o sucesso de uma equipa que mostrou qualidade acima da média para disputar um campeonato regional. Mostrou grande maturidade, capacidade psicológica e física na abordagem aos jogos, onde só procurou a vitória. Assim, é com todo o mérito que a equipa volta aos Campeonatos Nacionais, onde integrará a Série B, um escalão muito competitivo, mas no qual o Vila Real poderá apresentar argumentos, para fazer um campeonato tranquilo e enfrentar, com coragem, todos os desafios. É preciso manter este espírito vencedor.

Quanto ao jogo da final, o Vila Real teve a sorte de acabar por jogar em casa, fruto do regulamento, aprovado por todos os clubes, no início da época. Mesmo assim, os “alvi-negros” não viram a sua tarefa facilitada, uma vez que, do outro lado, esteve o Alijoense, uma equipa sempre bem organizada, orientada por Carlos Manuel. O desafio começou por ser muito disputado no centro do terreno, onde as duas formações optaram por colocar vários homens, para aí segurarem o jogo. Enquanto o Vila Real tentava controlar e dominar o jogo, o Alijoense optou por fazer do contra-ataque a sua arma secreta. A primeira oportunidade de golo foi para Gabriel, aos 23 minutos. Em boa posição, no interior da área, rematou, forte, mas a bola bateu num defesa de Alijó, a bola ainda ficou na posse de Gabriel, mas, de novo, o remate fez a bola embater na defesa alijoense.

A resposta não tardou. Caniggia perdeu a bola em zona proibitiva, mas valeu a atenção de Filipe, a tirar o esférico dos pés de Mário André que se preparava para alvejar a baliza de Carlos. O jogo estava numa toada de parada e resposta. Aos 30 minutos, Leirós desmarcou Castanha que ficou em excelente posição, rematando, para boa intervenção de Gato. Volvidos dois minutos, o Alijoense também esteve perto de marcar, mas, de novo, Filipe tirou a bola da zona perigosa.

A melhor oportunidade da primeira parte saiu dos pés de Leirós. Filipe teve uma “cavalgada” até à área contrária, foi à linha de fundo, cruzou para a entrada fulgurante de Leirós que atirou, forte, com a bola a sair a centímetros da barra, verificando-se ainda, o desvio de um defesa.

Na segunda parte, os vila-realenses entraram mais fortes. Foi com naturalidade que o golo acabou por aparecer, ao minuto 55. Luís Carlos, com espaço, na esquerda, colocou ao primeiro poste, onde Gabriel se elevou e cabeceou para o fundo da baliza. Finalmente, o possante avançado conseguiu fugir ao seu marcador directo e fazer o cabeceamento perfeito. A perder, o técnico Carlos Manuel arriscou e fez algumas alterações no seu esquema táctico. Mas foi difícil encontrar o caminho para a baliza de Carlos. Aliás, o Vila Real, a vencer, ganhou mais tranquilidade e teve algumas oportunidades para aumentar a contagem. O Alijoense dispôs de uma grande ocasião, aos 85 minutos. Num livre, à entrada da área, Fraguito colocou à prova os reflexos de Carlos que, com uma palmada, desviou a bola.

Já em período de descontos, apareceu o golo da confirmação da vitória. Um golo de um homem que o perseguiu, em todo o jogo da final, Leirós. Já o tinha tentado, por duas vezes, mas à terceira foi de vez. Num remate forte e colocado, não deu hipóteses a Gato. Um bom golo, de médio “alvi-negro”. Segundos depois, o árbitro (Rui Silva) apitou para o fim do jogo e da época desportiva 2007/2008. A conquista da Taça é justa, por parte daquela que foi a melhor equipa, ao longo de toda a temperada desportiva da AFVR.

 

 

Luís Pimentel, treinador do Vila Real

“Inédito e único, na história do clube”

 

Luís Pimentel estava muito satisfeito com a excelente campanha que a sua equipa produziu, ao longo da época. A conquista de mais este troféu foi a cereja no topo do bolo que faltava ao clube “alvi-negro”.

“Fomos a melhor equipa, nomeadamente na segunda parte, em que criámos mais oportunidades e movimentos de ruptura. A partir do golo, o Alijoense não teve qualquer hipótese. Já muito perto do final, marcámos o segundo que veio dar mais colorido à festa. No início da época, assumimos que o nosso objectivo primordial era a subida de divisão. Com o decorrer da época, fomos redefinindo objectivos. Quando conseguimos o título de Campeão, definimos que iríamos tentar não sofrer derrotas e conseguimos. Depois, havia as duas Taças. Primeiro, vencemos a Taça de Honra, uma competição instituída, pela primeira vez, esta época. E, agora, só nos faltava a taça da Associação. Foi com grande orgulho que a conquistámos, uma vez que o clube não a possuía, na sua vitrina. Foi importante escrever o nosso nome do historial do Vila Real, numa temperada em que não sofremos qualquer derrota e conquistámos todas as provas oficiais. Isto é algo inédito e único. Por isso, estamos todos de parabéns”.

 

 

Carlos Manuel, técnico do Alijoense

“Parabéns ao Vila Real”

 

Conformado com a perda da final da Taça, perante o Campeão, Carlos Manuel, com desportivismo, aceitou o resultado e deu os parabéns ao adversário.

“Tínhamos alguns jogadores lesionados que não puderam dar o seu contributo, para esta final. A nossa frente atacante esteve bastante desfalcada, com a ausência de jogadores importantes, na nossa estratégia. Mas não estou descontente com a forma como os meus jogadores se apresentaram e jogaram, aqui, no Monte da Forca. Foi um bom jogo de futebol, onde os jogadores lutaram e dignificaram o espectáculo. O Vila Real foi mais feliz nas oportunidades que criou e acabou por merecer este troféu. Também, pela excelente época que realizaram, onde não sofreram nenhuma derrota, estão, obviamente, de parabéns. Mesmo assim, estou contente com os jogadores do Alijoense que muito correram e lutaram, para conseguir outro resultado. Infelizmente, não foi possível vencer esta final”.

 

Márcia Fernandes

FICHA TÉCNICA

Jogo disputado no Complexo Desportivo do Monte da Forca, em Vila Real.

Árbitro: Rui Silva.

Auxiliares: Álvaro Mesquita e Bruno Pereira.

VILA REAL – Carlos; Filipe, Zé Monteiro, Fredy e Caniggia; Leirós, Castanha, Norberto e Gabriel (Ernesto 70’); Nuno Meia e Luís Carlos (Pedro Alves, 88’).

Suplentes não utilizados: Vieira, Conceição, Neco, Nuno e André.

Treinador: Luís Pimentel.

ALIJOENSE – Gato; Figueiredo (Carlos Dias, 60’), Fraguito, Mário André e Patrick; Sérgio (Nuno Silva, 75’), Durval, Tó Mané e Joel (Hélder Vaz, 61’); Bruno Barros e Fredy.

Suplentes não utilizados: Nuno Almeida, Amaral, Guilherme e Carlos André.

Treinador: Carlos Manuel.

Cartões amarelos: Fredy (35’), Figueiredo (40’), Patrick (71’), Nuno Meia (73’), Ernesto (75’), Norberto (82’), Zé Monteiro (84’) e Tó Mané (90+1’).

Ao intervalo: 0-0.

Marcadores – Gabriel (55’) e Leirós (90+3’).

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