Segunda-feira, 4 de Julho de 2022

Vila Real e Bragança são distritos com baixos índices

Em todo o mundo, existem cerca de 800 mil empresas certificadas. Dessas, 5.200 estão sediadas em Portugal e, no distrito de Vila Real, estão instaladas 1% das empresas nacionais. O distrito de Bragança consegue superar, pela negativa, o distrito de Vila Real, contando com 43 entidades certificadas, número que supera, apenas, os distritos de Portalegre […]

Em todo o mundo, existem cerca de 800 mil empresas certificadas. Dessas, 5.200 estão sediadas em Portugal e, no distrito de Vila Real, estão instaladas 1% das empresas nacionais. O distrito de Bragança consegue superar, pela negativa, o distrito de Vila Real, contando com 43 entidades certificadas, número que supera, apenas, os distritos de Portalegre e Beja.

 

“Indicadores como estes não devem ser motivo para cruzarmos os braços, mas, sim, para avançarmos”, sublinhou António Martinho, Governador Civil de Vila Real, durante um seminário, dedicado ao tema do “controlo, eficiência e qualidade nas entidades públicas e privadas”, realizado, no dia 19, altura em que foram apresentados números que colocam Vila Real e Bragança no fundo do “ranking” dos distritos com mais empresas certificadas

Segundo Pedro Alves, Director Geral da LusAenor, organismo de certificação que desenvolveu a iniciativa, em conjunto com o Governo Civil, das 5.800 empresas certificadas, em Portugal, apenas 75 estão sediadas em Vila Real e 43 em Bragança, ficando, apenas, os distritos de Beja e Portalegre com números inferiores aos dois distritos transmontanos.

“Toda a cadeia deve estar envolvida no processo de certificação, desde os clientes que devem ser mais exigentes até os organismos como autarquias e associações que devem promover a divulgação desta matéria”, sublinhou Pedro Alves, explicando que os benefícios da certificação das empresas são, por exemplo, “as vantagens de uma gestão regida por boas práticas organizacionais, como no sector dos recursos humanos, de um processo produtivo que assegura a qualidade, minimiza o impacto ambiental e, ainda, ao nível da saúde e segurança no trabalho.

O objectivo é “organizar a casa e mostrar, perante o exterior, que se cumpre e que não é um juízo em causa própria, mas, sim, uma avaliação credível, transmitindo uma maior confiança aos clientes”, concluiu Pedro Alves.

“Temos o desafio, na nossa região duriense, fazendo com que as cooperativas criem escala e tenham capacidade para competir, no mercado global do vinho. Se não tivermos qualidade, controlo de custos e capacidade de gestão profissionalizada não iremos lá”, exemplificou António Martinho, referindo-se à importância de certificação das entidades.

Miguel Esteves, Vereador da Câmara Municipal de Vila Real, adiantou-nos que também a autarquia de Vila Real já tem estudado o processo de certificação dos seus serviços, o qual, em breve, deverá estar concluído.

Outro exemplo de uma instituição que está agora a proceder à sua certificação é o Centro de Atendimento a Toxidependentes de Vila Real. Será o segundo, a nível europeu, a conseguir esse estatuto.

 

Maria Meireles

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