Não quero aqui, neste espaço, fazer uma apologia em desfavor do circuito de Vila Real. Na verdade, as corridas de automóveis – que remontam ao ano de 1931 – são alvo de um manifesto carinho, por parte da maioria dos habitantes do concelho. Este âmbito de afectividades é, sem dúvida, resultado do esforço de muitas pessoas que, durante muito tempo, lutaram para que a cidade permanecesse como uma das que maior tradição automobilística tem, em Portugal. Só por isso, Vila Real deve congratular-se com o regresso, dezasseis anos depois, das corridas.
Só que é precisamente neste balizamento temporal de dezasseis anos que reside o principal desvirtuamento do relançamento do circuito. Sublinho circuito e não, obviamente, corridas.
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