Segundos o dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados na semana passada, o distrito de Vila Real registava, em dezembro de 2011, 12.239 desempregados.
O Partido Comunista Português (PCP), que divulgou em comunicado os números relativos ao Inquérito ao Emprego do 4º trimestre de 2011, elaborado pelo INE, sublinhou que o distrito registou assim “mais meio milhar de desempregados que em janeiro de 2011”, totalizando agora uma taxa de 14,2 por cento.
“É necessária uma política alternativa, patriótica e de esquerda, assente na promoção do investimento, na valorização dos rendimentos dos trabalhadores e dos reformados, e no apoio às pequenas e médias empresas indispensável à dinamização do mercado interno, no aumento da produção nacional, que por si implicam a rejeição do atual programa de agressão e submissão”, reafirmaram assim os comunistas em comunicado.
A nível nacional, “dada a evolução da taxa de desemprego nos vários trimestres de 2011 (respetivamente de 12,4 por cento, 12,1 por cento, 12,4 por cento e 14,0 por cento), verifica-se que a taxa de desemprego médio anual em sentido restrito (12,7) superou todas as estimativas apresentadas quer pelo Governo (12,5,), quer pelo FMI (12,4), quer pela Comissão Europeia (12,6), quer pela OCDE (12,5)”, explicou ainda o PCP.
Segundo o inquérito do INE, “a taxa de desemprego em sentido restrito calculada para este trimestre é de 14,0 por cento, o que corresponde a 771 mil desempregados. Em sentido lato, isto é, incluindo o subemprego visível e os inativos disponíveis, a taxa desemprego situa-se nos 20,3 por cento, o que corresponde a mais de um milhão cento e sessenta mil desempregados (1.160.700)”.
“Não há memória de queda tão abrupta no emprego e de subida do desemprego, entre dois trimestres consecutivos”, recordaram os comunistas no comunicado, onde, citando dados do estudo, revelaram que, “nesse período, o número de trabalhadores considerados desempregados em sentido restrito aumentou em 81.400 e a queda do emprego foi de 118.300. Se adicionarmos ao número de trabalhadores que perderam o seu emprego no 4º trimestre de 2011, a subida dos inativos neste trimestre (mais 43.000 inativos), que inclui muitos trabalhadores que caíram no desemprego e que desistiram de procurar emprego, concluímos que a subida real do desemprego, só neste último trimestre, deve ter ficado próximo de 124 mil”.
“Das subidas de desemprego registadas por grupos etários, por sexos e por regiões, destacam-se sem margem para dúvida a taxa de desemprego atingida entre os jovens (35,4 por cento) e a taxa de desemprego atingida no 4º trimestre nas regiões do Algarve (17,5 por cento), dos Açores (15,1 por cento), de Lisboa (14,7 por cento) e na região da Madeira (14,3 por cento)”.


