Quarta-feira, 17 de Junho de 2026
RegiãoVinhais vai poder passar na fronteira da Moimenta

Vinhais vai poder passar na fronteira da Moimenta

A câmara de Vinhais informou hoje que, a partir de terça-feira (dia 2), as populações raianas vão poder voltar a atravessar a fronteira de Moimenta, que passa a integrar os pontos de passagens permitidos no novo estado de emergência.

A autarquia, liderada por Luís Fernandes, fez saber que, depois de várias diligências, nomeadamente junto do Ministério da Administração Interna, a fronteira da Moimenta passará a estar aberta duas vezes por dia, permitindo a passagem, nomeadamente dos que vivem e trabalham em lados diferentes da raia.

“No novo estado de emergência, que tem início no dia 2 de março, mais duas fronteiras vão ter permissão para abrir, a de Moimenta e a de Lindoso [fronteira da Madalena, em Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo]”, divulgou o município.

A autarquia esclarece que o facto de, depois do Governo ter fechado as fronteiras com Espanha, “não haver qualquer fronteira aberta no concelho de Vinhais que permita aos trabalhadores transfronteiriços um acesso mais facilitado aos seus trabalhos no país vizinho” causou “grandes constrangimentos às populações”.

O município dá conta, em comunicado, que tomou "várias iniciativas para que pudesse ser aberta pelo menos uma das fronteiras, participando em reuniões com vários autarcas da zona da raia de norte a sul do país”.

A ação mais visível foi realizada, na segunda-feira, com um minuto de silêncio para chamar a atenção para o problema.

A reivindicação da abertura deste ponto de passagem chegou também ao ministro da Administração Interna, com o envio de documentação a alertar para a situação, como indica a autarquia.

“Sabe-se agora que a luta e a persistência deram bons resultados, uma vez que, a partir do dia 2 de março, a fronteira de Moimenta passará a estar aberta, duas vezes por dia”, destaca.

Desde 31 de janeiro, que no distrito de Bragança há apenas um ponto oficial aberto permanentemente, que é a fronteira de Quintanilha (Bragança), e permissão de passagem nos dias úteis de manhã e ao final do dia em Miranda do Douro.

À semelhança do primeiro confinamento, a aldeia comunitária de Rio de Onor (Bragança), partilhada por portugueses e espanhóis, tem também a exceção de passagem duas vezes por semana, durante duas horas.


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