Quarta-feira, 6 de Julho de 2022

Vitória arrancada a ferros

Num ciclo de três jogos muito importantes, para a equipa “alvi-negra”, o Vila Real ultrapassou o primeiro obstáculo, com uma vitória, “arrancada a ferros” à equipa do Vilanovense. Num jogo difícil e de extrema importância para os transmontanos, o golo do triunfo foi concretizado por Maniche que entrou no segundo tempo e deu a vitória […]

Num ciclo de três jogos muito importantes, para a equipa “alvi-negra”, o Vila Real ultrapassou o primeiro obstáculo, com uma vitória, “arrancada a ferros” à equipa do Vilanovense. Num jogo difícil e de extrema importância para os transmontanos, o golo do triunfo foi concretizado por Maniche que entrou no segundo tempo e deu a vitória à sua equipa. Com a crise de resultados a pairar, os vila-realenses necessitavam dos três pontos, para dar outro ânimo aos jogadores que, nos últimos jogos, não têm sido felizes, nomeadamente na concretização.

Ainda sem contar com muitos jogadores afastados por lesão, Maki apresentou três alterações, no onze, em relação ao último jogo, em Rebordosa. Caniggia e Maniche ficaram no banco, entrando, para os seus lugares, Zeferino e Ernesto, este já recuperado da lesão que o afastou de alguns jogos. O estreante João Miguel ocupou a lateral direita, uma vez que Palmeira está castigado.

Numa primeira parte nem sempre bem jogada, onde imperou a luta no centro do terreno, o Vila Real, mesmo não jogando bem, entrou com vontade de marcar e empurrou o adversário para a sua defensiva. As oportunidades de golo foram, apenas, duas. Logo na primeira jogada do encontro, Olivier teve um bom remate, mas ao lado da baliza. Foi preciso esperar mais quarenta minutos, para ver, de novo, uma jogada de perigo, junto da baliza gaiense. Mas do livre cobrado por Filipe, Ricardo e Igor saltaram fora de tempo e perdeu-se a oportunidade de rematar à baliza de Pedro Miguel.

Do Vilanovense também se viu muito pouco. Apenas referência para um rápido contra-ataque, onde Alex, em boa posição, atirou para as núvens.

Perante a pouca profundidade no seu jogo, Maki, tinha que mexer na equipa. Ao intervalo, deixou Zeferino nos balneários e colocou Maniche em campo. Desta forma, o técnico tentava ganhar maior agressividade na área, mas ficaria mais desfalcado nas laterais. Mas, rapidamente, a equipa técnica verificou essa situação e Kalá, pouco depois, também entrou em campo, para fazer o corredor esquerdo.

Aos 54 minutos, Olivier fugiu pela direita, centrou para a área, mas o guarda-redes, atento, defendeu, com segurança, perante a proximidade de Maniche. Era o Vila Real a ter maior avalanche ofensiva e a colocar maior perigo, junto das redes de Pedro Miguel. Aos 62 minutos, de novo Olivier a ganhar uma bola a meio-campo, a colocar em Maniche, mas quando este se preparava para fazer o remate, foi desarmado, por Jorginho. Três minutos volvidos, o Vila Real chegou ao golo. Num livre, superiormente cobrado por Filipe, o guarda-redes conseguiu negar o golo à primeira, mas, na recarga, Maniche rematou, para o fundo das redes. Estava feito o primeiro e único golo da partida. Era a melhor fase dos “alvi-negros”, no jogo. O Vilanovense não conseguia chegar junto da baliza de Vieira que só teve que se aplicar, já perto dos minutos finais do encontro.

Com o golo, os vila-realenses animaram e conseguiram mais uma oportunidade flagrante para aumentar a vantagem. Olivier ficou isolado, mas, perante a saída do guarda-redes, permitiu que este aliviasse, pela linha de fundo. Alguma inexperiência do jovem jogador, emprestado pelo Grupo Desportivo de Chaves.

Aos 72 minutos, o Vilanovense ficou reduzido a dez elementos, por expulsão de Alex. O árbitro mostrou-lhe o cartão vermelho directo, por palavras que este lhe terá dirigido. Até ao final, os da casa tentaram manter a bola longe da sua baliza, mas nem sempre o conseguiram. Nos últimos dez minutos, os gaienses esboçaram uma reacção ao golo sofrido. Foram três as oportunidades desperdiçadas pelos homens de Gaia. Na marcação de um livre, Fábio Martins colocou Vieira em alerta. Valeu que a bola saiu a centímetros da quina do poste. Depois, já na pequena área, Titi rematou, para as nuvens. Na resposta, foi Lemos a desperdiçar. Quando se preparava para rematar, deixou antecipar-se pelo defesa forasteiro.

Já no período de descontos, houve uma grande ocasião, para o Vilanovense, mas Vieira, sobre a linha, conseguiu defender e, desta forma, segurar a vitória.

Segundos depois, o árbitro deu por terminado o encontro. Apesar de não termos assistido a um grande jogo de futebol, a vitória “alvi-negra” foi difícil, mas merecida, pois foi a equipa que mais lutou pelos três pontos.

A equipa de arbitragem, vinda de Bragança, cometeu inúmeros erros, nomeadamente ao assinalar os lances de fora-de- -jogo.

 

Márcia Fernandes

 

CARLOS LIBÓRIO, treinador-ADJUNTO do VILA REAL

“Vitória muito importante, para toda a equipa”

Com toda a equipa em ‘black-out’, não falando à Comunicação Social, conseguimos falar com o treinador-adjunto, Carlos Libório, que gostou mais do resultado do que da exibição. Mesmo assim, referiu que o Vila Real mereceu vencer.

“O Vila Real quis vencer esta partida. Numa primeira parte pouco conseguida, tivemos apenas uma/duas oportunidades para marcar, mas não se concretizaram. Na segunda parte, o técnico Maki, operou algumas alterações que vieram a surtir efeito. Criámos várias oportunidades, numa das quais conseguimos marcar. Logo a seguir, poderíamos ter ampliado a vantagem, mas Olivier, isolado, não conseguiu desfeitear o guarda-redes. Foi uma vitória muito importante, para toda a equipa. O plantel precisava destes três pontos, para que o Vila Real consiga vencer mais jogos e, assim, conquistar pontos que nos permitam permanecer na 3.ª Divisão Nacional. Tivemos boas prestações, nos últimos jogos, mas não conseguimos resultados positivos. Hoje, todos estão de parabéns, pela vitória que dará outro alento aos jogadores, para enfrentar os próximos desafios. Se, hoje, não ganhássemos, poderíamos entrar num abismo. Vamos tentar alcançar mais pontos, nos próximos jogos, para sair deste lugar difícil em que nos encontramos, na tabela classificativa”.

 

EDMUNDO DUARTE, treinador do VILANOVENSE

“Ambas as equipas mereciam perder”

Claramente insatisfeito com a derrota da sua equipa, Edmundo Duarte não gostou do jogo e disse, mesmo, que ambas as equipas deveriam ter perdido o jogo.

“Pelo que as duas equipas fizeram, o resultado mais justo seria o empate. Sofremos o golo, num lance de bola parada em que não considero ter havido qualquer falta do meu defesa. Foi um mau jogo, de ambas as equipas, houve muita ansiedade, de parte a parte, que não consigo explicar. Acho que deveriam perder as duas equipas, mas como isso não pode acontecer, o empate seria o resultado mais justo. Mesmo a fechar, tivemos duas boas ocasiões, para chegar ao empate. Infelizmente, não conseguimos marcar”.

Quanto ao futuro, “o Vilanovense vai continuar a lutar pela manutenção, nesta divisão. Apesar das dificuldades que tivemos, no início do campeonato, as coisas normalizaram-se e a equipa tem vindo a fazer bons jogos, nomeadamente em casa”.

 

FICHA TÉCNICA

 

Jogo disputado no Complexo Desportivo do Monte da Forca, em Vila Real.

Árbitro: Gil Afonso.

Auxiliares: Jorge Cavaleiro e Sá Carneiro.

VILA REAL – Vieira; João Miguel (Kalá, aos 61’), Igor, Vitó e Filipe; Lemos, Ruben, Ernesto e Ricardo (Caniggia, aos 67’); Zeferino (Maniche, aos 45’) e Olivier.

Suplentes não utilizados: Jorge e Sandro.

Treinador: Maki.

VILANOVENSE – Pedro Miguel; Jorginho, Bruno, Hugo (Joel, aos 82’) e Guedes; Nuno Sousa, Murdock (Fábio Martins, aos 68’), Marco (Titi, aos 74’) e Alex; Lobo e Paulo.

Suplentes não utilizados: Duarte, Leonel, Tiago e André.

Treinador: Edmundo Duarte.

Cartões amarelos: Ricardo (26’); Alex (26’); Vitó (38’); Murdock (53’); Kalá (89’) e Vieira (90+1’). Cartão vermelho: Alex (76’).

Ao intervalo: 0-0. Marcador: Maniche (65’).

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