Vitória da equipa mais feliz

O jogo ficou marcado pela inauguração oficial do remodelado Estádio Eng.º Delfim de Magalhães e também por uma arbitragem de fraca qualidade, constituindo, sem dúvida, a pior das três equipas que evoluíram no piso sintético. A primeira parte foi completamente dominada pelos reguenses que criaram vários lances para poderem chegar ao golo, perante um Alijoense […]

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O jogo ficou marcado pela inauguração oficial do remodelado Estádio Eng.º Delfim de Magalhães e também por uma arbitragem de fraca qualidade, constituindo, sem dúvida, a pior das três equipas que evoluíram no piso sintético. A primeira parte foi completamente dominada pelos reguenses que criaram vários lances para poderem chegar ao golo, perante um Alijoense muito encolhido e preso de movimentos, talvez fruto de alguma ansiedade e nervosismo, precisamente por causa da inauguração do Estádio.

Rosário, de forma inteligente, criou supremacia no centro do terreno, onde os seus jogadores tiveram sempre o controlo das operações. Por isso, não admirou que as oportunidades fossem acontecendo, de forma normal. Ao minuto 16, Sapy proporcionou a Gato a defesa da tarde, após a marcação de uma falta. Por duas vezes, a bola rondou, com muito perigo, a baliza alijoense, mas os avançados forasteiros não souberam dar a melhor direcção à bola. Neste período, o Alijoense não conseguia realizar uma jogada com perigo, junto à baliza de Cabreca que era um mero espectador.

Até que surgiu o caso do jogo, quando decorria o minuto 35. Sapy foi derrubado, em plena área do Alijoense, mas o árbitro da partida, bem posicionado, assim como o árbitro assistente, Luís Fraga, nada assinalou. E, volvidos alguns segundos, por indicação de Fernando Nunes que acompanhava o ataque dos locais, Nuno Bento expulsou Cabreca, por supostas “bocas”. A verdade é que ninguém viu gestos de desagrado por parte do guardião reguense e não foram audíveis as palavras que possa ter dirigido ao árbitro da partida que nuns lances foi pouco rigoroso, mas que neste demonstrou excesso de zelo. Esta expulsão obrigou a que Rosário tivesse que mexer na equipa, tirando Sapy, para entrar Gomes que foi ocupar o lugar de Cabreca. Apesar de reduzidos a dez, os reguenses continuaram a mandar no jogo e, aos 42 minutos, Bruno desperdiçou uma clara ocasião de golo, melhor dizendo, falhou em cima da linha de golo. E como quem não marca sofre, foi o que aconteceu, aos 45 minutos, quando Vítor Pegarinhos rematou de longe e bateu Gomes que “ficou mal na fotografia”, em lance infeliz do jovem guarda-redes reguense.

A segunda metade foi bem diferente, pois o Alijoense soube jogar com a ansiedade dos jogadores reguenses que tudo fizeram para inverter o rumo dos acontecimentos. Marante poderia ter oferecido o golo do empate, mas o passe saíu bastante denunciado e permitiu o corte de um defensor local. Aos 60 minutos, numa perda de bola de um atleta visitante, Mário André fez um passe milimétrico para Vítor Pegarinhos que, ao segundo poste e liberto de marcação, se limitou a empurrar a bola, para as redes. A partir desse golo, sentiu-se que a vitória não fugiria ao Alijoense que ainda obrigou Gomes a duas boas intervenções, mas seriam os reguenses, já em período de descontos, a desperdiçar mais uma soberana ocasião de golo, por Duarte, que, em cima da linha de golo, rematou por cima.

Vitória da equipa mais feliz que teve bastantes dificuldades para suster o melhor futebol dos visitantes, nos primeiros 45 minutos, melhorando na segunda metade, conseguindo algum ascendente sobre o adversário, até porque também jogava com mais uma unidade. Os reguenses podiam ter resolvido o encontro, na primeira parte, em que foram sempre melhores, criando boas ocasiões para marcar, mas acabando por receber um duro castigo, com a expulsão de Cabreca e com o golo sofrido ao terminar a primeira metade.

Nuno Bento teve uma arbitragem de fraco nível. Esteve mal no capítulo disciplinar e técnico, pois ficaram alguns amarelos por exibir às duas equipas, o mesmo acontecendo com a não marcação de faltas: não marcou uma grande penalidade por derrube a Sapy e que favorecia os reguenses. Na expulsão de Cabreca, limitou-se a seguir a indicação de Fernando Nunes que nos pareceu mais preocupado com o guardião reguense do que, propriamente, com o jogo em si.

Foi uma arbitragem fraca, como muitas outras que já presenciámos deste árbitro e que, no final da partida, motivou bastantes queixas, por parte dos responsáveis do S. C. Régua.

 

F. Ferreira

FICHA TÉCNICA

Jogo disputado no Estádio Eng.º Delfim de Magalhães, em Alijó.

Árbitro: Nuno Bento, de Vila Real.

Auxiliares: Luís Fraga e Fernando Nunes.

ALIJOENSE – Gato; Durval, Patrick, Luís Silva e Albino; Guilherme, Mário André (Veiga, 65’) e Vítor Pegarinhos (Márcio, 77’); Dioguinho (Paulo, 90’), Leandro e Fraguito.

Suplentes não utilizados: Nuno Almeida, Joel, Barros e Bruno Amaral.

Treinador: Carlos Manuel.

RÉGUA – Cabreca; Hugo Meia, Duarte, Bruno e Caio; Francis (Miguel, 52’), André Almeida e Fraguito (Jusko, 52’); Marante, Sapy (Gomes, 37’) e Schuster.

Suplentes não utilizados: João Pedro, Zé Diogo e Dany.

Treinador: Rosário.

Cartão amarelo: Caio (85’).

Cartão vermelho: Cabreca (36’).

Ao intervalo: 1-0.

Marcador: Vítor Pegarinhos (45’ e 60’).

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