Viver com deficiência motora

Nos primeiros dias de Julho tive um acidente doméstico que me provocou uma fractura no tornozelo, pelo que tive de ser engessada até ao joelho. Como é evidente fiquei com mobilidade reduzida e pude assim viver na primeira pessoa o drama do dia-a-dia de um deficiente motor. Para conseguirem sozinhas superar as imensas barreiras que se lhes colocam, as pessoas com mobilidade reduzida passam um autêntico calvário.

Na nossa cidade, na verdade existem barreiras arquitectónicas que não permitem nenhuma autonomia e mobilidade aos deficientes motores.

Nos passeios junto das passadeiras foram feitos rebaixamentos, supostamente para permitir as cadeiras de rodas acederem mais facilmente à estrada e poderem atravessar. Mas quem de facto experimentou ou testou? É impossível um deficiente motor conseguir circular sozinho essa zona e atravessar a rua, isso posso eu garantir. Eu não o consegui fazer sem ajuda e obrigando a que me colocassem na passadeira com a cadeira virada de costas, atravessando-a nessa posição, para a circulação se poder fazer mais rápido.

Já para não falar dos ditos paralelos das ruas que se encontram desalinhados e com falhas, obrigando

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