Terça-feira, 9 de Dezembro de 2025
No menu items!

XXII Volta Dolce Vita Douro e Trás-os-Montes em bicicleta

Apesar das condições climatéricas pouco propícias para o espectáculo do Ciclismo, a organização da XXII Volta Dolce Vita Douro e Trás-os-Montes faz um balanço “muito positivo” de mais um périplo sobre duas rodas pela região, do qual o grande vencedor foi Nuno Ribeiro, da Liberty Seguros. “Esta foi uma boa vitória para a minha equipa”, […]

-PUB-

Apesar das condições climatéricas pouco propícias para o espectáculo do Ciclismo, a organização da XXII Volta Dolce Vita Douro e Trás-os-Montes faz um balanço “muito positivo” de mais um périplo sobre duas rodas pela região, do qual o grande vencedor foi Nuno Ribeiro, da Liberty Seguros.

“Esta foi uma boa vitória para a minha equipa”, sublinhou o ciclista, confirmando que, apesar de “ainda faltar muito tempo” para a 70.ª edição da Volta a Portugal EDP, que se vai realizar entre os dias 13 e 24 de Agosto, a prova transmontana foi sem dúvida “um bom treino”.

Apesar da vitória na geral, Nuno Ribeiro não foi o primeiro a cruzar a meta final, localizada em pleno Parque Natural do Alvão, uma conquista conseguida pelo espanhol Eladio Jimenez, da Fercase/Rota dos Móveis.

No geral, segundo Basílio Angélico, Presidente da Associação Regional de Ciclismo de Vila Real, o balanço a nível desportivo “foi muito positivo”.

“Foi uma competição extraordinária, uma das melhores, a nível nacional”, considerou o mesmo responsável, explicando que “apesar de ser uma das provas mais duras do calendário português, foi muito disputada”.

O dirigente associativo mostrou-se ainda muito satisfeito “pelas melhorias significativas”, no que diz respeito às “condições de segurança” para o público e para os atletas que, este ano, puderam contar com um melhor apoio médico.

Apesar da chuva que acabou por afastar algumas pessoas, em certas etapas, a “moldura humana, durante toda a prova, foi muito bonita”, adiantou o Presidente da Associação, recordando que os ciclistas até tiveram alguma sorte, já que, durante os três dias de prova, a chuva não prejudicou muito, fazendo-se se sentir, com mais intensidade, antes ou depois da passagem dos atletas.

“Nesse aspecto, até tivemos alguma sorte”, recordou.

E foi exactamente isso que aconteceu nos minutos finais da Volta Dolce Vita Douro, com a chuva a molhar os transmontanos minutos antes da chegada dos ciclistas à Barragem do Alvão, mas com o sol a selar as últimas pedaladas, voltando a chover, com muita intensidade, já durante a cerimónia de entrega de prémios.

“O ciclismo é um desporto de ar livre”, logo beneficia com as boas condições climáticas, ainda assim, apesar da chuva, este ano a organização conseguiu, mais uma vez, levar a modalidade “à população, às várias localidades da região”, sublinhou Domingos Madeira Pinto, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Vila Real.

O edil congratulou-se com o trabalho desenvolvido pela Associação Regional de Ciclismo, sublinhando o importante papel da modalidade, não só na dinamização das economias locais, mas, também, como transportadora do “cartão-de-visita da região” a todo o país e além fronteiras.

“Estamos disponíveis para ajudar ainda mais”, garantiu o Vice-Presidente da autarquia vila-realense.

Tal como já tinha adiantando, durante a apresentação da XXII Volta à Trás-os-Montes, Basílio Angélico reafirmou a sua intenção de deixar o mundo do Ciclismo, depois de mais de duas décadas na organização daquele evento desportivo.

“Caso não encontre alguém com capacidades, vou continuar à frente da Associação, na próxima organização, porque já assumi compromissos”, explicou o Presidente da Associação de Ciclismo, mostrando alguma mágoa pela “falta de reconhecimento, por parte das instâncias responsáveis”.

“Muitas vezes, não só não ajudam como atrapalham”, lamentou Basílio Angélico, despedindo-se daquela que foi uma das “melhores voltas dos últimos anos”.

A prova contou com a participação da Liberty Seguros, da LA/MSS Sistemas – Póvoa, da Madeinox/Boavista, do Centro de Ciclismo de Loulé, da Palmeiras/Resort/Tavira EC, da Barbot/Siper, da Fercase/Rota dos Móveis, da Maia – SEC – ABB, da Skoda Irmãos Leite/ACRTX Tourencinho e das espanholas Fuerteventura/Canárias e ECP- Aluminis/St. Jordi, sendo que, dos cerca de 100 ciclistas inscritos, inicialmente, apenas cerca de 70 terminaram a prova.

 

Maria Meireles

APOIE O NOSSO TRABALHO. APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências, não paramos um único dia.

Contribua com um donativo!

MAIS ARTIGOS

VÍDEOS

Mais lidas

ÚLTIMAS NOTÍCIAS