A Polícia de Segurança Pública celebrou ontem, terça-feira, o 143.º aniversário do Comando Distrital de Vila Real, com uma cerimónia em Chaves marcada por homenagens aos agentes e reflexão sobre os desafios atuais da segurança.
O programa comemorativo incluiu o hastear da bandeira nacional, uma cerimónia religiosa na Igreja Matriz e a sessão solene no Aquanatur Palace. A cerimónia foi presidida pelo diretor nacional da PSP, superintendente – chefe Luís Carrilho, contando ainda com a presença do bispo das Forças Armadas e de Segurança, Sérgio Dinis, do comandante distrital Horácio Carvalho e dos autarcas de Chaves e Vila Real, Nuno Vaz e Alexandre Favaios, respetivamente.
No dia de aniversário, Luís Carrilho destacou o papel da PSP no sistema de segurança interna e no apoio ao setor da justiça.
“A Polícia de Segurança Pública é uma grande instituição em termos de missão e de serviço ao cidadão”, afirmou.
O responsável enumerou as várias áreas de intervenção, desde o policiamento de proximidade ao patrulhamento, passando pela gestão de eventos, ordem pública e investigação criminal.
“Somos o primeiro elo da investigação criminal: preservamos a cena do crime, prevenimos o crime e trabalhamos com as autoridades judiciárias”, explicou.
O responsável reconheceu a necessidade de melhorar as condições de trabalho e as infraestruturas, apontando para a futura Lei de Programação 2027-2031 como oportunidade de investimento.
“A segurança é um ativo económico do país”, sublinhou, acrescentando que espera melhorias nas instalações no distrito de Vila Real e em Chaves.
O diretor nacional deixou ainda um apelo ao recrutamento: “Temos que aumentar o efetivo, mas só conseguimos se entrarem mais candidatos”, referiu.
Criminalidade sobe, mas mantém-se controlada
O comandante distrital, Horácio Carvalho, indicou que a criminalidade geral aumentou cerca de 5% no último ano, incluindo a criminalidade violenta e grave. Contudo, considera que “Vila Real e Chaves são cidades seguras”, que recomenda para visitar e para morar.
“Os índices continuam muito baixos comparativamente com o resto do país”, garantiu.
O responsável alertou também para o défice de efetivos, associado à saída de agentes para a pré-aposentação.
Videovigilância em avaliação
O presidente da Câmara de Chaves confirmou que o município está a estudar a implementação de um sistema de videovigilância.
“Não é por haver criminalidade elevada, mas porque queremos reforçar a segurança, sobretudo na proteção do espaço público”, afirmou.
Segundo o autarca, o processo decorre há mais de um ano e está a ser desenvolvido em articulação com a PSP.
“É necessário um estudo técnico e perceber os encargos associados”, explicou.
A solução poderá abranger o centro histórico e zonas sensíveis, como áreas escolares, representando um investimento de “algumas centenas de milhares de euros”, com possibilidade de execução faseada.
Balanço da atividade operacional do último ano
Dados da PSP indicam que, em 2025, foram efetuadas 242 detenções, sobretudo relacionadas com infrações rodoviárias e tráfico de estupefacientes.
Na investigação criminal, foram iniciados 1.102 inquéritos e concluídos 992, além de dezenas de inspeções e milhares de diligências.
Na área de armas e explosivos, foram apreendidas 132 armas e 2.982 munições, destruídas mais de 300 armas e realizadas 147 perícias.
A nível rodoviário, registaram-se 821 acidentes, com 170 vítimas, tendo sido realizadas 404 operações de fiscalização e mais de 6.500 testes de alcoolemia.
No policiamento de proximidade, destacam-se 1.328 contactos de prevenção e 166 ações do programa Escola Segura, que abrangeram mais de nove mil alunos.
As celebrações integraram ainda uma exposição sobre a história da PSP no Museu da Região Flaviense, um concerto da Banda Sinfónica da PSP e a participação na Caminhada Solidária APAV/PSP/GNR.



