O objetivo passa por potenciar a exploração de água natural e alavancar novos investimentos.
De acordo com Alberto Machado, presidente da autarquia, “este balneário não é um ponto de chegada da política termal que se pretende dinamizar, é sim uma nova porta que se abre e que vai promover outro tipo de investimentos neste território termal”.
O empreendimento vai ser construído na zona do Cardal, entre as freguesias de Sabroso e Vreia de Bornes, e conta com financiamento do programa Norte 2020. A obra deverá estar concluída nos primeiros meses de 2023.
“Nós vamos cumprir um conjunto de pré-requisitos de investigação, que visam fundamentar a utilidade da água termal com fins médicos e lúdicos”, acrescentou Alberto Machado. O objetivo é “potenciar a exploração da água mineral natural” existente no local, através da construção de um equipamento com a configuração de balneário que vai ter um programa também vocacionado para os tratamentos termais tradicionais.
Pretende-se que o empreendimento se afirme como “polo de atração turística” para o município e para a região do Alto Tâmega. O edifício terá consultório médico, antecedido por uma unidade de triagem e por uma zona de tratamentos com sala de espera, onde será instalado um “buvete” da água mineral natural que será ali explorada.
Depois de um processo “longo e difícil”, o município de Vila Pouca de Aguiar assinou o contrato de concessão de exploração da água do Cardal em maio de 2019. A área de exploração concedida é de 72,5 hectares e o prazo inicial da concessão é de 50 anos.
Este processo foi iniciado nos anos noventa quando, por um acaso, se descobriu a água gasocarbónica. Este ano, a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) aprovou o plano de exploração de água mineral natural no Cardal, em Sabroso de Aguiar.



