Sexta-feira, 15 de Outubro de 2021

A informação e o medo: Diferentes abordagens, diferentes resultados

No que diz respeito à forma como os meios de comunicação estão a abordar esta pandemia, que nos obrigou a mudar o estilo de vida de forma tão radical, conseguimos identificar três tipos diferentes de abordagens muito distintas nos seus conteúdos, resultados e impactos na vida dos cidadãos. Primeiramente temos a boa informação, o principal […]

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No que diz respeito à forma como os meios de comunicação estão a abordar esta pandemia, que nos obrigou a mudar o estilo de vida de forma tão radical, conseguimos identificar três tipos diferentes de abordagens muito distintas nos seus conteúdos, resultados e impactos na vida dos cidadãos.

Primeiramente temos a boa informação, o principal objetivo desta abordagem é transmitir aos cidadãos as notícias de forma clara e concisa. O seu propósito é mesmo resumir dados, estudos e discursos para que a população em geral os consiga perceber e acompanhar.  Como resultado temos então uma sociedade bem informada, segura das decisões das entidades nacionais, com capacidade de perceber a importância de acatar com as responsabilidades que lhes foram pedidas e caminhar desta forma para o bem-estar comum. Esta não dá origem a correrias para as farmácias nem para os supermercados, pelo contrário, consciencializa as pessoas sobre a importância de não tomarem essas atitudes.

Do lado oposto temos duas abordagens, a má informação, cujo principal objetivo é o aumento das audiências e das vendas, os autores das mesmas focam-se então excessivamente em números e na utilização de títulos sensacionalistas capazes de captar a atenção do espectador ou leitor e as “fake news” que são criadas por grupos de interesses específicos e com o objetivo de levar as pessoas a agir ou a pensar de determinada forma, para isto são utilizados dados falsos ou descontextualizados. Como resultado destas podem surgir dois comportamentos distintos, mas igualmente negativos, por um lado podem criar o medo e o pânico geral, que levam os cidadãos a esquecer todo o seu civismo e a agir de forma egoísta e narcisista, ou criar um sentimento de despreocupação que pode originar um facilitismo e descontração por parte dos cidadãos o que pode agravar ainda mais o problema atual.

Como cidadãos temos o direito a estar informados, mas devemos selecionar muito bem as fontes para evitar cair em falsas premissas que possam levar ao agravamento da situação e a uma maior dificuldade do nosso país recuperar da mesma. Mantenham a calma, mantenham-se informados e cuidem dos outros tal como gostariam que estes cuidassem dos vossos.

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