Quinta-feira, 29 de Julho de 2021

“A nossa maior preocupação é a felicidade dos alunos”

ESPECIAL ENSINO — Agrupamento de Escolas de João Araújo Correia

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O Agrupamento de Escolas João Araújo Correia (AEJAC), em Peso da Régua, é constituído por dois Jardins de Infância (Galafura e Loureiro), por dois Centros Escolares (Alagoas e Alameda), a Escola Básica 2,3 e a Escola Secundária João Araújo Correia, onde estudam cerca de 2 mil alunos e lecionam 240 professores. 

 

“O ensino presencial permite que o aluno cresça num todo, não apenas nos conhecimentos, mas também na socialização, que é fundamental”

 

Salvador Ferreira

Diretor do AEJAC

Caracterizado como um “mega” agrupamento, o diretor Salvador Ferreira assumiu o cargo em 2013, um projeto que abraçou com orgulho na terra que o viu nascer. “Tem sido um desafio enormíssimo e gratificante, em que a nossa grande preocupação é o sucesso dos alunos, mas sabemos que nem todos têm de tirar 20. Eu prefiro que tenham sucesso educativo e que sejam felizes. Claro que temos alunos com médias elevadíssimas, mas também é nossa preocupação que os que apresentam fragilidades na aprendizagem tenham as melhores condições possíveis e que aproveitem as oportunidades. A nossa intervenção pedagógica pretende abranger todos e atender às especificidades individuais de cada aluno, visando a construção de uma escola verdadeiramente inclusiva. Ou seja, queremos, sobretudo, que se formem bons cidadãos, pois o resto vem por acréscimo.” Acrescenta ainda “é com enorme satisfação que vemos ex-alunos do AEJAC, em webinars e conferências, relatando o impacto da sua passagem no Agrupamento nas suas vidas profissionais, muito diferentes, mas todas com relevância no panorama social do país.”

OFERTA EDUCATIVA 

O AEJAC tem uma oferta educativa diversificada e adequada aos contextos, de forma a responder às especificidades dos alunos e do meio, abrangendo desde o pré-escolar ao ensino secundário, nas diversas vias ou trajetos educativos, regular e profissional. “Para além das ofertas educativas que outras escolas têm, há uma que nos diferencia, a educação bilingue para alunos surdos. Temos um grupo de técnicos especializados, professores de língua gestual portuguesa e educação especial, que trabalham com estes alunos, provenientes de vários concelhos da região, uma vez que só no nosso agrupamento encontram esta modalidade educativa”, explica o diretor, adiantando que eles “se adaptam e aprendem muito bem”. São cerca de duas dezenas de alunos e as suas opções variam entre os cursos científicos ou humanísticos e os profissionais. No final do 12º ano, muitos decidem prosseguir estudos no ensino superior. 

Como fatores distintivos, o diretor destaca, ainda, a atuação da equipa de inovação, que procura implementar estratégias e metodologias adequadas aos alunos do séc. XXI, como a Sala de Aula do Futuro, o programa de mentoria, que estabelece a colaboração interpares muito profícua, a educação para a saúde e educação sexual, o desporto escolar ou projetos como o eco-escolas, que “contribuem para a implementação de atividades diversificadas, promotoras de competências inscritas no Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória”.

PANDEMIA 

Com a pandemia a parar o país, no primeiro confinamento, as escolas tiveram mais dificuldades em adaptar-se ao ensino online, no entanto, com o esforço dos professores, dos alunos e da autarquia de Peso da Régua “ninguém ficou para trás. Realço que a Câmara Municipal fez um excelente trabalho, assegurando computadores para todos. Surpreendeu-me positivamente, a forma como os professores se adaptaram ao ensino online”, destacou o responsável pelo AEJAC, acrescentando que a necessidade “aguça o engenho”. Neste segundo confinamento, a “opinião generalizada dos pais é que foi feito um bom trabalho, porque os miúdos aprenderam, apesar de valorizarem mais as aulas presenciais”.

Nestes dois anos letivos, o diretor afirma que se perdeu pelo menos um “período escolar em cada ano”, o que traz prejuízos para a evolução dos alunos. “O ensino presencial permite um desenvolvimento mais abrangente, não apenas nos conhecimentos, mas também na socialização, que é fundamental”. Mesmo assim, “tudo é recuperável, com um esforço acrescido dos docentes na implementação do Plano de Recuperação das Aprendizagens e também o investimento de 200 mil euros em equipamento informático, que contribuirá para ampliar a digitalização do ensino”.

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