Em meados de março, quando a Covid-19 chegou a Portugal, a maior preocupação foi “evitar o contágio”, explicou Nuno Vaz, vice-presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega (CIM-AT), acrescentando que “agora, o que mais preocupa são as famílias e as empresas”.
“Aquilo que foi feito nos últimos tempos teve como principal objetivo manter as empresas, mesmo que de portas fechadas, através do lay-off. As medidas traçadas vão, efetivamente, ajudar, mas para isso é preciso que cheguem aos seus destinatários”, refuta Nuno Vaz, dizendo que “é importante perceber o que se vai passar nos próximos meses, ou seja, se a economia dá sinais de retoma, ainda que seja necessário, por parte do Governo, criar soluções ao nível do apoio ao emprego. A minha expectativa é que o Governo recorra aos fundos europeus para definir estratégias para a economia e, nomeadamente, para a economia do Interior porque normalmente é tudo feito em função dos grandes centros como Lisboa e Porto”.
“No nosso caso, o que mais nos preocupa são as dificuldades em torno da vindima, nomeadamente nas questões do armazenamento porque não havendo vendas ficamos sem espaço para encaixar a nova vindima. A produção em si não sofreu com a pandemia, é um ano
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