Sexta-feira, 19 de Julho de 2024
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“A probabilidade de passar é diminuta, mas vamos entrar no jogo para competir”

O treinador do Vilar de Perdizes, Vítor Gamito, diz que o resultado ainda não está decidido e que os Gverreiros da Raia “nunca viram a cara à luta”, olhando para a hipótese de ganhar, ainda que remota, como uma possibilidade

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Na conferência de imprensa de antevisão do jogo para a terceira eliminatória da Taça de Portugal que vai opor a equipa barrosã ao Futebol Clube do Porto, o treinador do Vilar de Perdizes, Vítor Gamito, começou por admitir que este “é um jogo super especial” para a equipa.

O mister tem a consciência do favoritismo de um dos grandes do futebol português, mas promete que entrar no jogo para competir. “Não sei se a probabilidade é de 1% de passar a eliminatória, mas temos que nos agarrar a essa probabilidade e sermos competitivos para passar esta eliminatória”.

Diz mesmo que pensar numa vitória “é obviamente um sonho, sabemos que a possibilidade é remota, mas não consigo entrar num jogo para não competir”, frisando que o resultado ainda não está definido. “Se toda a gente soubesse o resultado do jogo não íamos ter amanhã o estádio lotado para vero o Vilar de Perdizes – Porto, nem os meus jogadores se iriam apresentar em campo”, afirmou.

E vencer pode ser um cenário pouco provável, mas o treinado dos Gverreiros da Raia, não a põe completamente de parte. “Sei que o Porto não tem 100% de hipóteses de ganhar, a probabilidade que temos é diminuta, mas não podemos entrar para o jogo sem pensar em competir. A hipótese de ganharmos ao FC Porto, claro que olhamos para ela como uma possibilidade”, garantiu.

A ansiedade do plantel e de toda a equipa tem sido um dos fatores a gerir nestas semanas. “Primeiro tenho que me mentalizar a mim que vou para um jogo para competir e depois conseguir inspirar os meus jogadores nesse facto”, frisou o treinador.

“O nosso maior adversário tem sido controlar a ansiedade até ao dia do jogo. As maiores dificuldades que podemos encontrar da parte do adversário é o histórico do Futebol Clube do Porto, o não facilitismo o que o mister Sérgio Conceição nos tem habituado, basta ver o histórico dos jogos nesta eliminatória, que diz bem da dimensão da montanha que vamos ter de escalar”, acrescentou.

Para Vítor Gamito esta partida tem mais fatores além do resultado. “Olharei no futuro para este jogo como um passo para algo maior”, afirma, sem conseguir dizer se este jogo é mais importante do que a subida ao campeonato de Portugal e a manutenção no ano passado. “Sem esses jogos não estava aqui hoje, neste jogo que é um marco histórico na aldeia de Vilar de Perdizes e no concelho de Montalegre, bem como em todo o distrito, mas não consigo olhar para um evento de forma isolada”, referiu.

Para o treinador deste dia “vai ter de sobrar alguma coisa”, considerando que “temos de aproveitar o mediatismo todo, que se deve ao adversário, mas não temos de encher o balão ao máximo, ele rebentar e não ficar nada, temos de ter os pés bem assentes no chão”. Vítor Gamito espera que “sobre alguma coisa na segunda-feira e que sirva de motivação, sentimos o sabor do que é um jogo desta dimensão e que trabalhemos para que um dia esse mediatismo seja em função do nosso trabalho”.

O plantel está à inteira disposição, e o treinador admite que foi complicado escolher os jogadores e gerir as expectativas num jogo em que todos querem entrar em campo.

Conta com as características da equipa “de caráter bastante ofensivo, com um dos melhores ataques da série A, e que nunca vira a cara à luta”.

A partida Vilar de Perdizes-FC Porto disputa-se amanhã, às 20h45 no Estádio Municipal Engenheiro Manuel Branco Teixeira, em Chaves.

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