A criação do “Canto do Bio”, dentro do Mercado Municipal de Chaves, permite que os produtores da região do Alto Tâmega e Barroso apostem numa área capaz de desenvolver os concelhos que fazem parte da CIMAT.
Segundo o presidente da câmara, Nuno Vaz, têm sido feitas “um conjunto de requalificações importante, dando dignidade, melhores condições e promovendo a venda dos produtos locais”, produtos esses que não podem conter contaminantes nem produtos químicos.
Para o autarca, o objetivo é poder “aproveitar para sensibilizar, formar e explicar a todas e quaisquer pessoas que entendam que têm apetência para estes produtos”.
Num território sem capacidade para empreendimentos de agricultura intensiva, a aposta é certificar as sementes, terrenos e modos de produção, de maneira a criar uma cadeia, totalmente, biológica. Os produtos que lá se vendem, como nos dá a conhecer Catarina Taveira, uma das vendedoras do espaço, vão desde “frutos secos, vinho, mel, azeitonas, chá”, a compotas e licores.
Ramiro Gonçalves, da CIMAT, defende que a estratégia da Comunidade é capacitar os produtores e organizar o setor, de forma a criar “uma infraestrutura que tenha uma dimensão e uma lógica como tem o AquaValor, para tratar esta questão do AgroValor”, que tem como objetivo estimular e dar resposta aos desafios da agricultura.
Atualmente, existem menos de 100 agricultores biológicos em toda a região, mas o objetivo é aumentar esse número no ano que vem, trabalhando produtos conhecidos das nossas terras, como a couve penca e o feijão frade.





