Sexta-feira, 1 de Maio de 2026
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AEPGA conta mais de mil burros de Miranda apadrinhados em 10 anos

Promovido pela Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino (AEPGA), o apadrinhamento de burros de raça mirandesa tem vindo a aumentar, chegando a atingir cerca de 1100 participações numa década.

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A iniciativa, nascida em 2005, surgiu com a finalidade de angariar fundos que permitam continuar a desenvolver o trabalho da associação, “principalmente no que respeita ao bem-estar animal e à manutenção dos respetivos cuidados veterinários necessários”. “Os apadrinhamentos vão aumentando de ano para ano. E muitos deles são renovações pois quem apadrinha um destes animais tem sempre vontade de continuar. Foi também com muito agrado que assistimos a um aumento exponencial dos criadores que se dedicam à preservação do gado asinino por todo o país”, afirmou Miguel Nóvoa, responsável pela associação.

Segundo a informação disponibilizada pela AEPGA, por um valor mínimo de 30 euros por ano, o padrinho ou madrinha receberá toda a informação sobre o seu afilhado, juntamente com uma fotografia e o certificado. Os apadrinhamentos institucionais podem fazer-se por um montante mínimo de 250 euros por ano, que pode ser deduzido no IRS ao abrigo da lei do mecenato ambiental. Esta ação irá ainda ajudar a disponibilizar serviços veterinários e logísticos, bem como a contribuir para a dinamização de atividades de sensibilização e promoção desta raça. Ao mesmo tempo, os padrinhos ou madrinhas poderão visitar o afilhado sempre que pretenderem, de forma gratuita, mas com marcação, no Centro de Valorização do Burro de Miranda, em Atenor, Miranda do Douro.

Fiel ao objetivo primordial de proteger e promover o gado asinino, em particular o burro de Miranda, a AEPGA pretende revalorizar a imagem do burro a nível nacional, de forma a salvar um património genético, ecológico e cultural único em Portugal.

“Sempre foi nossa opinião que para conservar é preciso valorizar verdadeiramente o burro mirandês. Temos vindo a promover e a participar em várias atividades pelo território, tais como passeios, feiras e festas”, explicou Miguel Nóvoa. A acrescentar está um imenso trabalho proporcionado através de formações em áreas especializadas e ligadas aos novos usos a que esta raça está associada, como os fins terapêuticos, ecoturismo ou tração animal.

“Para o próximo ano vamos ter mais cursos especializados. Temos apostado também em formação para veterinários e estudantes de Medicina Veterinária. Vamos continuar o nosso trabalho e fazer mais e melhor”, adiantou.

Atualmente, esta campanha tem ao dispor 13 animais que podem ser apadrinhados e visitados nos centros da associação.


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