Quinta-feira, 30 de Junho de 2022

Aflodounorte dinamiza a criação de três ZIF

Os novos desafios do associativismo florestal serviram de mote ao encontro comemorativo do 10.º aniversário da Aflodounorte. Desafios que passam por “inverter” as políticas florestais, redireccionado os seus apoios ao sector privado que, actualmente, representa mais de 90 por cento do território verde português. A criação de ZIFs pretende dar resposta à necessidade de agrupar […]

Os novos desafios do associativismo florestal serviram de mote ao encontro comemorativo do 10.º aniversário da Aflodounorte. Desafios que passam por “inverter” as políticas florestais, redireccionado os seus apoios ao sector privado que, actualmente, representa mais de 90 por cento do território verde português. A criação de ZIFs pretende dar resposta à necessidade de agrupar os produtores, para que se consigam melhores resultados, na gestão da floresta privada.

 

Já foi criado o núcleo fundador da Zona de Intervenção Florestal (ZIF) de Alijó Norte, uma entidade constituída por 31 produtores florestais, englobando cerca de 7000 hectares e que representa a primeira de três, na área de intervenção da Associação Florestal do Vale do Douro Norte (Aflodounorte) que, no Domingo, comemorou o seu 10.º aniversário, debatendo, exactamente, os desafios do associativismo florestal.

“Já temos parcerias com a autarquia e com as Juntas de Freguesia de Vila Chã e Vilar de Maçada, mas estamos à espera que outras se venham a juntar ao processo. Vamos fazer a audiência prévia, no dia 24 de Junho”, explicou Francisco Silva, Vice-Presidente da Aflodounorte, sobre a zona de intervenção de Alijó, uma das primeiras a nascer no distrito vila-realense.

Segundo o mesmo responsável, nos oito concelhos da área de abrangência da associação florestal (Murça, Sabrosa, Vila Real, Alijó, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Mesão Frio e Valpaços) estão a decorrer os trabalhos de sensibilização para a constituição de mais duas ZIF.

“Temos outro núcleo fundador, em vias de ser constituído, no concelho de Murça, mais exactamente nas freguesias de Valongo de Milhais e Jou, e estamos a desenvolver os primeiros contactos, para a constituição de uma ZIF, também em Sabrosa”, explicou o dirigente associativo.

As ZIF são áreas territoriais contínuas, constituídas, maioritariamente, por espaços florestais, submetidas a um plano de gestão florestal, a um plano de defesa da floresta e geridas por uma única entidade. A primeira zona de intervenção do país nasceu no final do ano passado, em Oliveira do Hospital, altura em que o Ministro da Agricultura, Jaime Silva, apelou aos proprietários para criarem mais organizações de gestão conjunta, adiantando que este instrumento de gestão e ordenamento do território que visa a valorização do património florestal e a minimização do risco de incêndio, através da intervenção a uma escala mais eficiente, receberá um apoio anual de cerca de 100 milhões de euros.

“São zonas que vão ficar ordenadas na sua área privada e que vão ser geridas por uma só entidade. Deixará de haver uma série de entidades e cada proprietário, por si só, a fazer o que bem entende, ou, como muitas vezes acontece, a não fazer nada”, sublinhou Francisco Silva, lembrando que mais de 90 por cento da floresta portuguesa é privada e defendendo, por isso, que “os apoios não podem estar centrados numa política de carácter público”.

Relativamente ao Quadro de Referência Estratégica Nacional, o Vice-Presidente da Aflodounorte mostrou-se pouco confiante.

“As expectativas não são muito boas” – frisou Francisco Silva, esperando que “os próximos despachos não sejam tão prejudiciais como o último que saiu, sobre o Fundo Florestal Permanente”.

Depois de 10 anos de existência, a Aflodounorte traça um balanço muito positivo da sua caminhada, contabilizando, actualmente, mais de 520 associados, um número que tem vindo a alargar, sendo de realçar, ainda, que esta Associação Florestal abriu, recentemente, a sua área social, para o Município de Valpaços.

 

Maria Meireles

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