Quinta-feira, 23 de Julho de 2026
RegiãoAgricultores revoltados COM actos de vandalismo cometidos pelos caçadores

Agricultores revoltados COM actos de vandalismo cometidos pelos caçadores

Pilham, alvejam placas de sinalização e de informação e até as copas dos pinheiros não escapam. As populações de algumas aldeias estão revoltadas com alguns caçadores e acusam-nos de pilhagem e destruição. Vila Real e Bragança são os distritos onde têm sido registados vários actos de vandalismo e roubos. A situação assume contornos preocupantes, temendo […]

Pilham, alvejam placas de sinalização e de informação e até as copas dos pinheiros não escapam.

As populações de algumas aldeias estão revoltadas com alguns caçadores e acusam-nos de pilhagem e destruição. Vila Real e Bragança são os distritos onde têm sido registados vários actos de vandalismo e roubos. A situação assume contornos preocupantes, temendo as autoridades a ocorrência de confrontos. Placas de informação rodoviárias, toponímicas e das reservas de caça não escapam ao chumbo das caçadeiras. Porém, o furto de produtos agrícolas também está a ser uma constante.

“Quando vêm para cá, julgam-se donos disto. Roubam nozes, castanhas, disparam contra as placas de trânsito. Estão a pôr em causa muitas coisas” disse Abílio Adão, um agricultor de Tinhela de Baixo. Balugas, Vilarelho e Tresminas são outras aldeias afectadas, todas elas no concelho de Vila Pouca de Aguiar. Mais a norte e na zona de Torre D. Chama, no distrito de Bragança, Agostinho Branco, um outro agricultor, também se queixa: “Destroem tudo. Disparam a tudo o que se mexe e, depois, no fim da caça, abandonam os cães, deixando-os perdidos no monte e a morrer à fome. Esses não são verdadeiros caçadores, são ladrões!”.

Uma fonte das Equipas de Protecção Florestal, EPF do Posto da GNR de Vila Pouca de Aguiar, confirmou os actos de vandalismo.

“É uma prática que, na altura da caça, acontece muito, nesta zona. Temos registado vários estragos em sinalização de trânsito, com tiros de caçadeira. Até as copas dos pinheiros não escapam aos disparos”.

Perante os actos de vandalismo, as Câmaras Municipais vão substituir as placas de chapa por mecos, em pedra.

Os dedos das populações estão apontados a caçadores oriundos das zonas do Minho e do Porto, mas, para já, não há suspeitos identificados, pelas autoridades.

Entretanto, a GNR está a investigar estas anomalias.

 

Jmcardoso


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