O concelho de Alfândega da Fé acolhe, até 11 de julho, um campo de trabalho arqueológico promovido pelo Departamento de História da Universidade do Minho. A iniciativa, que arrancou a 15 de junho, proporciona a alunos das licenciaturas e mestrados em Arqueologia formação teórico-prática em arte rupestre — e tem como um dos pontos centrais a nova estação de arte rupestre do Olival do Soldado, na freguesia de Eucísia, descoberta recentemente.
Durante quase um mês, os estudantes têm acompanhado trabalhos de prospeção arqueológica em locais como o Olival do Soldado. O programa inclui a limpeza das rochas gravadas, passo prévio ao registo digital e ao levantamento 3D, a cargo da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho. Este registo será aplicado na Pedra Escrita de Ridevides 1 e 2 e na Fraga das Ferraduras, todas situadas na mesma freguesia.
Estão ainda previstas sondagens arqueológicas nas imediações das rochas gravadas, para detetar vestígios das comunidades pré-históricas que gravaram e frequentaram estes sítios no vale da Vilariça.
O campo de trabalho resulta de uma colaboração entre o município de Alfândega da Fé, a Junta de Freguesia de Eucísia, a Biblioteca Municipal e o arqueólogo local Pedro Vaz, que coordena os trabalhos em parceria com Hugo Aluai Sampaio e Ana Bettencourt, da Universidade do Minho.
Segundo o município, a iniciativa permite aos alunos adquirir “novos conhecimentos sobre o património arqueológico local” e deixará ao concelho documentação que poderá ser utilizada “em futuros projetos de musealização ou valorização da arte rupestre”.




