Em FocoAlto Douro Vinhateiro Património Mundial está em risco?

Alto Douro Vinhateiro Património Mundial está em risco?

Uma empresa fez um pedido de prospeção de minério para o Alto Douro Vinhateiro, que foi publicitado em Diário da República, mas o secretário de Estado, João Galamba, garantiu que “não haverá qualquer prospeção no meio das vinhas”. No entanto, várias entidades mostram-se preocupadas 

Depois do alerta que deixou o ICOMOS, do Conselho Internacional da UNESCO, sobre os projetos de prospeção de minérios no Alto Douro Vinhateiro (ADV), que classificou como sendo “uma agressão irreversível” ao Património Mundial, o ministério do Ambiente veio esclarecer que “não vai haver qualquer prospeção e pesquisa mineiras no ADV”, adiantando que esta zona, bem como “tudo o que seja Património Mundial”, será “excluído de qualquer atribuição de direitos”.

De acordo com o ICOMOS, encontra-se em fase de atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais de ouro, prata, chumbo zinco, cobre, lítio, tungsténio, estanho e outros depósitos de minerais ferrosos e minerais metálicos associados, numa área de mais de 500 quilómetros quadrados, nos concelhos de Alijó, Carrazeda de Ansiães, S. João da Pesqueira, Sabrosa, Torre de Moncorvo, Vila Flor e Vila Nova de Foz Côa.

No documento a que a VTM teve acesso, o ICOMOS refere que se forem concedidos os direitos de prospeção de minérios, “estarão em perigo várias áreas de singular importância paisagística, nomeadamente na zona de foz Tua (ambas as margens do Douro), no planalto de Favaios, nas encostas de Castedo ou a secular Quinta do Vale Meão”, refere.

Esta organização considera que o “licenciamento de qualquer tipo de exploração do subsolo não interessa ao ADV nem, tão pouco, se considera que seja do interesse público abdicar-se de referências patrimoniais e culturais em favor de um interesse económico particular estranho ao bem”. 

O ICOMOS sublinha ainda que a paisagem do ADV resulta de uma atividade económica em constante evolução, onde se cruzam práticas ancestrais de utilização da terra e dos seus recursos com tecnologias inovadoras que procuram, cada vez mais, a sustentabilidade desta paisagem. Tal esforço, de preservação de modos de vida e biodiversidade, “não se coaduna com os impactos deste tipo de explorações, que afetarão o,

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