O edifício foi recuperado integralmente e a área envolvente foi pavimentada em cubo de granito, permitindo devolver à comunidade um espaço que marcou várias gerações das aldeias de Caniçó, Paredes e Linharelhos.
Na cerimónia, que reuniu cerca de uma centena de pessoas, a presidente da Câmara de Montalegre, Fátima Fernandes, recordou a ligação pessoal ao edifício, onde iniciou o seu percurso escolar.
“Foi a escola onde iniciei o meu percurso escolar. Estive aqui dois anos e por esta escola passaram os meus pais, os meus tios, primos, amigos e muitas pessoas destas aldeias”, afirmou a autarca, considerando tratar-se de um local “muito marcante para todos os que aqui estudaram”.
Por esse motivo, explicou, o município entendeu ser importante “colocá-lo novamente ao serviço da comunidade”, recuperando um equipamento que esteve vários anos encerrado e sem utilização.
Fátima Fernandes destacou ainda o contributo das populações das três aldeias para a construção da antiga escola, através da disponibilização de materiais e trabalho, sublinhando que o espaço representa uma parte da memória coletiva local.
“Temos a preocupação de recuperar equipamentos que foram tão importantes para as comunidades e voltar a dar-lhes vida. Queremos que sejam espaços de encontro, de socialização e de partilha de memórias, disponíveis para atividades comunitárias e também para as necessidades das populações”, salientou.
O novo Centro Comunitário será gerido em articulação com a Junta de Freguesia de Salto e ficará disponível para atividades e iniciativas destinadas às populações de Caniçó, Paredes e Linharelhos, bem como para instituições e comunidade em geral.
A inauguração ficou marcada pela confraternização entre antigos alunos, moradores e representantes locais, num momento de partilha de memórias e vivências associadas ao edifício agora renovado.
Na mesma freguesia do concelho de Montalegre, o município informou que está concluída a requalificação da Extensão de Saúde, uma intervenção que representou um investimento global de 350 mil euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em 150 mil euros.
Agora, a autarquia dá conta que a “obra permitiu melhorar as condições do edifício, aumentando a eficiência energética e reforçando a acessibilidade, a segurança e o conforto de utentes e profissionais de saúde”, tendo a intervenção assegurado “ainda a adaptação das instalações às exigências dos planos de contingência, proporcionando melhores condições para a prestação de cuidados de saúde à população”.


