Sábado, 4 de Fevereiro de 2023
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Antigos alunos do liceu recorrem à comédia para “falar de coisas sérias”

Política, igreja, guerra e saúde. Foram estes os temas que marcaram o regresso do “Sarau 1º de Dezembro”, que levou a palco os antigos alunos da Escola Secundária Camilo Castelo Branco

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O evento voltou ao palco do Teatro de Vila Real dois anos depois. A pandemia obrigou a uma pausa, mas voltou em força, e com casa cheia.

“É com muita alegria que estamos de regresso e, pelas gargalhadas que se foram ouvindo, podemos dizer que foi um sucesso”, confessou Manuel Cardona, presidente da Associação dos Antigos Alunos do Liceu. No final do espetáculo, lembrou o Regadinho, que este ano também regressou às ruas da cidade, em que “se criticava os alunos, os professores, as individualidades da cidade”, sendo que foi essa iniciativa que, mais tarde, deu origem ao Sarau.

Minutos antes, e ao longo de quase duas horas, os antigos alunos foram subindo a palco, com diferentes críticas. Corrupção, roubalheira, abusos e guerra foram as palavras de ordem, com os antigos alunos a criticarem o estado da saúde em Portugal, a pedofilia na igreja, as obras na cidade e a guerra, com Salvador Sobreiral a cantar um tema dedicado a Vladimir Putin.

Houve ainda tempo para atuações dos “Gipsy Quim’s”, do coro de freiras do Sagrado Convento de Queijo Flamengo e, pela primeira vez, houve uma entrevista exclusiva ao Alta Indefini-São.

“Foi um regresso desejado e penso que as pessoas também já tinham saudades, a julgar pela sala praticamente cheia”, explica Carlos Morais, aluno do liceu na década de 80, responsável por escrever e encenar todo o espetáculo.

Foram dois meses de ensaios, “todas as noites”, mas “o esforço valeu a pena e muitos de nós só nos encontramos nesta altura”.

No final, e enquanto as pessoas iam saindo da sala, era percetível a satisfação, com algumas a falarem já no espetáculo do próximo ano.

De referir que este Sarau teve uma vertente solidária. A receita da bilheteira será entregue, na totalidade, a uma IPSS do concelho, sendo que a escolha recaiu sobre a Câmara Amiga.

Quanto ao espetáculo do próximo ano, “vamos ver o que se arranja”

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