Sexta-feira, 1 de Maio de 2026
RegiãoArtesã preserva as Compotas de Agunchos

Artesã preserva as Compotas de Agunchos

Apesar de serem uma referência gastronómica tradicional do Alto Tâmega, as compotas de Agunchos estiveram em vias de extinção. Graças ao interesse de Filomena Pacheco em preservar esta especialidade os ‘famosos doces’ feitos com várias frutas, ainda sobrevivem.

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Também a Câmara Municipal de Ribeira de Pena mostra interesse na salvaguarda desta especialidade regional e típica do concelho. Em breve, vão ser desenvolvidas algumas iniciativas para o apoio e promoção das tão procuradas compotas, que são conhecidas a nível nacional. Actualmente estão confiadas a uma única doceira que a título particular, ainda dedica algum do seu tempo à elaboração das mesmas. “Tudo começou há 12 anos, com quatro mulheres. A ideia foi da professora local a Dª. Ermelinda, natural do Pinhão. Porém, com o evoluir dos tempos, o grupo foi-se desfazendo, acabando por ficar só uma pessoa, Natália Pacheco, mas que já faleceu”, disse ao Nosso Jornal a irmã Filomena Pacheco.

Filomena Pacheco já ajudava na confecção das compotas, e pensou em desistir aquando da morte da sua irmã, mas como tinha vários clientes a pedir as compotas e as frutas já preparadas, Filomena acabou por continuar com o trabalho.

As características destas afamadas compotas assentam no processo tradicional e artesanal. Toda a sua confecção é feita em típicos tachos na lareira e a esterilização dos recipientes é feita em água a ferver. O sabor torna-se inconfundível e podem guardar-se durante alguns meses que não há qualquer sinal de deterioração. São confeccionadas sem corantes, nem conservantes, somente com os frutos da região, como uvas, medronhos, abóboras, melões, maçãs, ameixas, pêssegos e amoras silvestres, entre outros. Mas, para gostos mais tropicais também há ananás e kiwi.

Filomena Pacheco tem receio que esta tradição possa perder-se. “É uma mais-valia para a terra, será triste que acabe, um dia”, concluiu.


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