Pedro Pimpão, presidente da ANMP, disse hoje que está preocupado com a possibilidade de algumas regiões ficarem sem distribuição de jornais e, dessa forma, sem acesso à informação.
“Estamos preocupados porque defendemos que todos os cidadãos, de qualquer parte do nosso território, devem ter acesso à imprensa escrita”, afirmou, dando conta que “os municípios estão disponíveis para serem parte da solução”.
Segundo o responsável, “estamos alinhados com todos os mecanismos de apoio à distribuição de jornais e de apoio aos pontos de venda”, acrescentando que “os pontos de venda são muito importantes”, sobretudo “em pequenas localidades e zonas de baixa densidade, que merecem uma atenção especial por parte do Estado”.
De recordar que em dezembro de 2025, a VASP, única distribuidora nacional de imprensa em Portugal, anunciou que, a partir de janeiro deste ano, os leitores de Beja, Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu, Vila Real e Bragança poderiam ficar sem distribuição diária de jornais, uma decisão que teve por base a “situação financeira particularmente exigente, a continuada quebra das vendas de imprensa e do aumento significativo dos custos operacionais”.
Entretanto, o Governo propôs um modelo de apoio à distribuição e venda de imprensa com dois pilares, duração de três anos e financiamento total de 3,5 milhões de euros.
No pilar I, que diz respeito ao apoio à distribuição, este será atribuído através de um concurso público internacional, dividido em dois lotes territoriais: o lote 1 respeita Norte e Centro e o lote 2 a Oeste e Vale do Tejo, Grande Lisboa, Península de Setúbal, Alentejo e Algarve.
Sobre este modelo, a VASP já manifestou preocupação. Em comunicado, sublinha que “é uma empresa privada que tem assumido e garantido, com elevado sentido de responsabilidade e em condições de igualdade, o acesso de todos os cidadãos à imprensa escrita e ao bem público fundamental que é a informação”.
A VASP refere ainda que continua com “esta missão não obstante os custos que, com total transparência, tem dado a conhecer às entidades públicas e governamentais com intervenção e responsabilidades nesta área, que no passado reputaram esta prestação como serviço público”.




