Domingo, 31 de Maio de 2026
NacionalAssociação de Municípios preocupada com distribuição de jornais

Associação de Municípios preocupada com distribuição de jornais

Esta manhã, à margem de uma reunião da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), no Porto, Pedro Pimpão garantiu as autarquias estão disponíveis para serem “parte da solução” no que diz respeito à distribuição e venda de jornais.

Pedro Pimpão, presidente da ANMP, disse hoje que está preocupado com a possibilidade de algumas regiões ficarem sem distribuição de jornais e, dessa forma, sem acesso à informação.

“Estamos preocupados porque defendemos que todos os cidadãos, de qualquer parte do nosso território, devem ter acesso à imprensa escrita”, afirmou, dando conta que “os municípios estão disponíveis para serem parte da solução”.

Segundo o responsável, “estamos alinhados com todos os mecanismos de apoio à distribuição de jornais e de apoio aos pontos de venda”, acrescentando que “os pontos de venda são muito importantes”, sobretudo “em pequenas localidades e zonas de baixa densidade, que merecem uma atenção especial por parte do Estado”.

De recordar que em dezembro de 2025, a VASP, única distribuidora nacional de imprensa em Portugal, anunciou que, a partir de janeiro deste ano, os leitores de Beja, Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu, Vila Real e Bragança poderiam ficar sem distribuição diária de jornais, uma decisão que teve por base a “situação financeira particularmente exigente, a continuada quebra das vendas de imprensa e do aumento significativo dos custos operacionais”.

Entretanto, o Governo propôs um modelo de apoio à distribuição e venda de imprensa com dois pilares, duração de três anos e financiamento total de 3,5 milhões de euros.

No pilar I, que diz respeito ao apoio à distribuição, este será atribuído através de um concurso público internacional, dividido em dois lotes territoriais: o lote 1 respeita Norte e Centro e o lote 2 a Oeste e Vale do Tejo, Grande Lisboa, Península de Setúbal, Alentejo e Algarve.

Sobre este modelo, a VASP já manifestou preocupação. Em comunicado, sublinha que “é uma empresa privada que tem assumido e garantido, com elevado sentido de responsabilidade e em condições de igualdade, o acesso de todos os cidadãos à imprensa escrita e ao bem público fundamental que é a informação”.

A VASP refere ainda que continua com “esta missão não obstante os custos que, com total transparência, tem dado a conhecer às entidades públicas e governamentais com intervenção e responsabilidades nesta área, que no passado reputaram esta prestação como serviço público”.


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