Já lá vão muitas gerações, em Portugal, desde que nos habituámos a lidar com ela.
Na nossa família, havia sempre o exemplo de uma pessoa austera. Era tio, avô, padre, militar, fosse o que fosse, e o exemplo tinha a ver com a capacidade de gerir segundo os hábitos de antigamente (com “parcimónia” – outra palavra esquisita ), em não abrir o orifício da flauta para fechar o anterior, em manter uma reserva para a possibilidade de uma situação inesperada do futuro. Ser austero era não gastar demais, não causar endividamento, não recorrer a financiamentos de terceiros, ainda que sedutores. Aliás, a austeridade era abissal inimiga da sedução.
A austeridade nunca era exibida. Praticava-se com recato.
Havendo
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