Sérgio Borges adiantou à Lusa que reuniu com Macário Correia, responsável pela gestão dos projetos da estratégia “Água que Une”, um plano nacional de gestão da água lançado pelo Governo ao qual o autarca reclama financiamento para a requalificação do canal de rega do Azibo.
“Temos uma albufeira do Azibo (…) em Portugal, a maior albufeira em terra batida e a segunda da Europa, estamos a falar de uma albufeira que tem e está num espaço predominantemente agrícola, obviamente que o regadio tem de ser muito mais que 30%. Estamos a falar que não chega aos 30%, mas tem de chegar e temos de fazer com que haja condições, e apelamos ao apoio deste programa”, afirmou.
Segundo a Associação de Beneficiários de Macedo de Cavaleiros, o canal de rega do Azibo tem 18,5 quilómetros (Km) de extensão a céu aberto e três Km de condutas, abrangendo 11 freguesias do concelho, num total de cerca de 1.200 agricultores.
O presidente da associação, Jorge Rentes, explicou, em declarações à Lusa, que quando o aproveitamento agrícola foi criado, foi definido um perímetro de rega de quase três mil hectares. No entanto, apenas 26% desse perímetro está a ser regado, tendo como objetivo aumentar a área abrangida.
Por isso, disse, está a ser feito um estudo preliminar, pela Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, para perceber em que zonas do canal é preciso intervir, uma vez que “há zonas que estão em bom estado e outras em péssimo estado”.
No entanto, além do canal, o município quer também que seja requalificada a estação elevatória, que serve para bombear a água e alimentar os blocos de rega, e que tem mais de 40 anos.
“Macário Correia esteve também na génese do início da albufeira do Azibo e ficou um bocado desiludido, (…) e [disse] que obviamente faria tudo para que consigamos ter essa requalificação”, apontou o autarca Sérgio Borges.
O aproveitamento hidroagrícola da albufeira do Azibo está a funcionar desde 1983.

