Contestar as decisões do Governo em tribunal. Esta é a disposição de Humberto Cerqueira caso sejam encerrados dois serviços públicos da vila, nomeadamente o tribunal e a repartição de finanças. Precisamente para demonstrar ao Governo quanto tempo a população de Mondim de Basto demora a chegar a Vila Real caso fechem estes serviços, foi o objetivo que se propôs atingir numa viagem que ocorreu na manhã de segunda-feira. Partiu às 7h00 e chegou às instalações da Rodonorte, em Vila Real, às 8h50. “É realmente penoso aquilo que as pessoas tem de passar para ter acesso a um serviço público, além do tempo, distância e custos. Obrigam as pessoas a viajar mais de 100 km num trajeto que demora cerca de duas horas de autocarro, em ida, e com a volta são mais de quatro, por estradas sinuosas e de montanha”.
Quanto à opção táxi, o autarca descartou. “Se as pessoas quiserem viajar de táxi têm de pagar mais de 50 euros”, sublinhou o autarca.
José Lopes, presidente da Associação Solidariedade Social das Aldeias de Mondim de Basto, também não entende esta decisão do governo. “Cortam nas reformas das pessoas, que nem dinheiro têm para pagar os medicamentos e ainda as colocam a pagar deslocações por serviços públicos que antes tinham na vila e muito mais perto”.
Para cumprir à risca o trajeto das pessoas, depois de sair do autocarro, o autarca, acompanhado pela vereadora Teresa Rabiço, deslocou-se a pé até aos serviço das Finanças, situado no Mantas, em Vila Real.





