A informação foi confirmada à Agência Lusa pelo presidente da Associação de Regantes, Fernando Brás, com quem, até a hora de fecho desta edição não foi possível ao Nosso Jornal entrar em contacto.
Segundo declarações daquele responsável, a barragem terá atingido a cota mínima de exploração, a partir da qual não é permitido retirar mais água, uma situação que põe em causa a produção numa das zonas mais férteis do país.
“As árvores não conseguirão frutificar em condições no próximo ano e perdem-se milhões de investimento”, sublinhou Fernando Brás sobre um problema para o qual os agricultores da zona já vêm alertando há quase um ano ao Ministério da Agricultura.
A Associação de Regantes do Vale da Vilariça representa cerca de 800 beneficiários e tem um projeto para minimizar a falta de água na barragem de Burga que prevê a construção de um dique para reforço do caudal, uma solução, orçada em 2,2 milhões de euros e já com financiamento assegurado do PRODER, que remediaria a situação enquanto não é construída mais uma pequena barragem no mesmo caudal.




