Os Bombeiros Voluntários de Ribeira de Pena esperam, há mais de doze anos, por um carro de desencarceramento. O seu Comandante, José Borges, alega que não tem meios eficazes e necessários para serem prestados socorros dignos e eficazes.
As preocupações deste responsável são crescentes, acusando os vários governos de não responderem ao pedido da corporação.
“O que se passa é que os sucessivos governos, há mais de doze anos, não têm encontrado forma de nos subsidiar uma viatura de desencarceramento. Não temos condições para prestar um socorro digno às pessoas que atravessam o concelho, mormente na A 7, onde já aconteceram acidentes, com gravidade, na nossa zona de intervenção”.
José Borges foi incisivo: “Eu sei que esta viatura já esteve para ser atribuída e só por questões de mudança de governos e de políticas na Administração Interna é que não avançou”.
Sem carro específico para desencarcerar, o respectivo material dos bombeiros de Ribeira de Pena está no chão, à espera de ser utilizado, em caso de pedido de socorro. “Quando isso acontece, os bombeiros têm que agarrar no material, montá-lo numa viatura não específica e só a partir daí é que os socorristas se dirigem para o local do acidente. O que não devia acontecer, pois que atrasa, seguramente, 15 minutos o socorro, o que, em muitas situações, pode ser fatal” – acrescentou o responsável.
“Eu acho que é uma decisão política. Enquanto não houver alguém que diga para avançar, não avança” – concluiu.
De referir que a Corporação de Ribeira de Pena possui 70 homens no activo e tem como área de intervenção o concelho e, por vezes, outras zonas periféricas de concelhos vizinhos.
Jmcardoso




